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Municípios encerram aterros com terceirização

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As novas exigências da legislação ambiental e a crise financeira estão abrindo caminho para o fim dos aterros sanitários e dos lixões nos municípios menores. Dos 28 municípios da região, cinco já adotaram o sistema de transbordo, que terceiriza a destinação final dos resíduos. Desde 2014, a região eliminou 90% dos lixões a céu aberto.

Conforme o agente fiscal da regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Maurilio Villa, a tendência dos pequenos municípios é migrar para as Estações de Transbordo. “Principalmente aqueles municípios que não tem área licenciada para fazer mais valas nos aterros. Tem cidades que já estão chegando ao final da capacidade e não conseguem fazer mais valas em função da área. Para um novo aterro tem que adquirir nova área, construir barracão, colocar geo membrana, então a tendência desses municípios e partir para o transbordo. É o caso de Borrazópolis, que acabou com o aterro, agora só o transbordo”, comenta. É o caso também de Califórnia, que adotou a terceirização do aterro há três anos. 

“Para o município não compensa ter que arcar com a obra de um novo aterro. A legislação atual é bastante exigente”, comenta Luiz Augusto Ferreira, da Secretaria de Meio Ambiente. Califórnia produz cerca de 120 toneladas de resíduos por mês. O lixo coletado é levado para o antigo aterro, que virou estação de transbordo e encaminhado para a terceirizada. Com sistema de coleta seletiva, cerca de 30 toneladas de recicláveis são coletados por mês no município.Em Novo Itacolomi, o sistema de transbordo resolveu o problema da destinação de resíduos do município. “Para o porte do município não compensa manter um aterro”, comenta a técnica da Divisão de Meio Ambiente da Prefeitura, Angélica Favorito. O município produz 25 toneladas de lixo por mês. 

“Agora estamos finalizando um projeto para encerramento da área do antigo lixão”, comenta. Outros dois municípios que adotaram o sistema são Rio Bom, que mantinha um lixão, e Rosário do Ivaí. A opção deve crescer nos próximos anos. O município de Lidianópolis, que tem um aterro controlado desde 2002, por exemplo, agora se prepara para o encerramento da área e transferência para transbordo. Segundo o secretário de agricultura e meio ambiente, Luiz Carlos da Silva, o Casagrande, o projeto está em fase de elaboração. “É um projeto de transbordo e uma usina de reciclagem. Se tiver que fazer um aterro sanitário fica muito caro, e a cidade não produz tanto resíduo”, explica Casagrande. 

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Edhucca

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