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Região paga R$ 629 mil por dia em impostos

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Os moradores da região pagaram, no ano passado, cerca de R$ 229,8 milhões em impostos ao longo de 2018. O valor é 14,8% maior do que os R$ 200 milhões pagos aproximadamente no ano anterior. Em média, foram pagos R$ 629,5 mil por dia nos 26 municípios do Vale do Ivaí mais Arapongas.

Os dados são do Impostômetro, sistema desenvolvido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que calcula a quantidade de tributos pagos pelos contribuintes em todo o país. A ferramenta é uma projeção criada há oito anos com o objetivo de conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária do país e incentivar a cobrança para que os governos ofereçam serviços públicos de qualidade.

Ao longo de 2018, o Impostômetro apontou o pagamento de R$ 2,388 trilhões pelos brasileiros, alta de 10% frente aos R$ 2,172 trilhões do ano anterior. No Paraná, o valor do último ano foi de R$ 128 bilhões, aumento de 6,1% em relação aos R$ 120,6 bilhões de 2017. Os dados nacionais e estaduais contemplam impostos federais, estaduais e municipais. Já os números das cidades abrangem apenas os impostos municipais.

Na região, Arapongas foi a cidade onde mais se pagou impostos: quase R$ 88,2 milhões, valor 8% maior do que os R$ 81,6 milhões de 2017. Apucarana ficou em segundo lugar, com mais de R$ 64,6 milhões, aumento de 15,4% em relação aos R$ 56 milhões pagos em 2017. Em Ivaiporã, o valor ficou em R$ 21,4 milhões em 2018, alta de quase 36% em relação aos R$ R$ 15,7 milhões do ano anterior.

O maior aumento da região, no comparativo entre 2017 e 2018, foi registrado por Marilândia do Sul: 58,5%, passando de R$ 3 milhões para R$ 4,7 milhões. Em seguida aparece Bom Sucesso, indo de R$ 1,5 milhão para R$ 2,2 milhões, alta de 40,5%.

O presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia), Jayme Leonel, critica o volume pago pelos contribuintes. “A carga tributária no Brasil é muito pesada. Além dos altos valores, a burocracia envolvida atrapalha muito o empresariado. Com isso, além de onerar os produtos como um todo, derruba nossa competitividade no mercado externo. Há um comprometimento dos novos governantes em cortar impostos. Esperamos que estas promessas se concretizem”.

O economista Rogério Ribeiro, do campus de Apucarana da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), diz que o setor público está arrecadando mais e, portanto, deveria estar prestando mais e melhores serviços para a sociedade. “Uma parte da arrecadação do setor público já tem como destino o pagamento do chamado custo da máquina pública. Outra grande parcela da receita é utilizada para o pagamento de juros da dívida pública e para garantir o ‘status quo’ dos nossos agentes políticos. Desta forma, resta muito pouco recurso para retornar para a sociedade na forma de bens e serviços públicos”.

Economista compara valores arrecadados à população das cidades

De acordo com o economista Rogério Ribeiro, para melhor analisar e comparar os dados municipais, é preciso considerar a população de cada município. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Apucarana tem população estimada de 133,7 mil habitantes e, portanto, tem arrecadação estimada de R$ 483,71 por habitante. Arapongas tem quase 121,2 mil habitantes e arrecadação per capta de R$ 727,70.

“Se compararmos os municípios de médio porte, categoria em que se enquadram as cidades de Apucarana e Arapongas, temos que a maior arrecadação de tributos municipais por habitante é do município de Paranaguá, com R$ 1.328,67. Este valor alto tem relação com os serviços portuários instalados no município. A segunda maior arrecadação nesta categoria é do município de Umuarama, com R$ 1.165,43”, destaca Ribeiro.

Os municípios analisados possuem população entre 100 e 300 mil habitantes e a média dos valores por habitante é de R$ 662,67. São, ao todo, 14 municípios nesta categoria no Paraná. Apucarana aparece na 11ª posição e Arapongas, na 7ª posição.

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