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Uma vida dedicada ao teatro 

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Há 46 anos, Durvalino Augusto se dedica à arte e cultura |  Foto: TN Online
Há 46 anos, Durvalino Augusto se dedica à arte e cultura | Foto: TN Online

A vida de Durvalino Claudinor Augusto, de Cambira, se mistura com o teatro, a música, figurinos e tudo que envolve cultura para todas as idades. Aos 69 anos, autodidata, o diretor de teatro e técnico em artes cênicas completa 46 dedicados à arte. Mais de mil alunos passaram pelas aulas do artista, que fundou os grupos teatrais “Luz Kaloré”, 1993 a 2001; “Arte de Educar”, 2002 a 2016, e o mais recente, “Arte de Bem com a Vida – Entretenimento para idosos”. “Apesar de alguns grupos terem parado, para mim o teatro nunca vai acabar”, reflete. 

Recentemente, uma das alunas de Durvalino, a apucaranense Rayssa Bratillieri, passou a integrar o elenco de Malhação, novela global. “A Rayssa é uma menina muito alegre e que levantava o astral da turma. Ela se destacou bastante na peça Três Mosqueteiros”, recorda. 
Além de Rayssa, Durvalino também cita Cintia Braga, atriz de São José do Rio Preto, que faz trabalhos no Projac, no Rio de Janeiro, e Gabriela Spaciari, que trabalha como modelo e atriz em Los Angeles, nos Estados Unidos. “São pessoas que se destacaram e que passaram pelas minhas aulas. Tenho muito orgulho de todos os alunos, inclusive os que seguiram outras carreiras e outros caminhos ao longo dos anos”, reforça. 
Nascido em Pederneiras, interior de São Paulo, Durvalino conta que desde a infância o amor pelo artesanato e pela arte chamou sua atenção. Porém, foi apenas em 1972, trabalhando como funcionário público da prefeitura de Kaloré, onde viveu desde os 12 anos, que conseguiu colocar em prática o dom pela cultura. “Tinha acabado de me casar com Aparecida e entramos para as atividades da igreja quando montamos a minha primeira peça religiosa ‘A Família, como Vai?’”, recorda Durvalino, pai de Kayron, Keverson e Keidy, única filha que seguiu a carreira artística e trabalha como professora de música. 
Em 1994, foi quando o diretor começou a montar e dirigir peças de teatro com mais dedicação com ajuda do padre Virgílio Cabral dos Santos, de Kaloré. “Neste ano parece que tudo começou a fluir melhor”, relembra. Durvalino continuou como funcionário público, mas em 2001, resolveu se mudar para Cambira, deixando o emprego em Kaloré, após ser nomeado diretor da Cultura da cidade, cargo que ficou até 2016. 
Em 2004, ele conseguiu reconhecimento profissional junto à Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Na sua carteira de trabalho, passou a constar o registro de técnico em artes cênicas. “Eu sempre documentei todas as peças que fiz, fotos, ofícios, recortes do jornal. Esse documento foi muito importante para minha trajetória”, explica. 
Ele cita as peças que mais marcaram a história profissional: “Os Três Mosqueteiros”, “O Príncipe sem Lágrima”, “O Rei e seu Súdito” e o “Espelho Quebrado”, que ainda não foi apresentada, mas que foi escrita por Durvalino, assim como todas as outras. “As crianças participam demais. Tenho um carinho muito grande porque ficamos mais de seis anos em cartaz apresentando com o mesmo elenco”, conta. 
Recentemente, Durvalino montou o projeto com idosos “Artes de Bem com a Vida”, com apoio da prefeitura de Cambira. O diretor criou mais de 140 instrumentos para ajudar na parte motora e autoestima dos alunos. “É um trabalho voltado para os idosos para que eles se ocupem. No entanto, pessoas de todas as idades podem participar”, reforça.

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