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Produtores rurais de Jardim Alegre trocam cultura do café pelo abacate

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A cultura do abacate vem ganhando cada vez mais espaço no município de Jardim Alegre. Quem já produz está ampliando a área e novos produtores apostam no cultivo da fruta como alternativa para melhorar a renda no campo. Pelo menos 20 produtores já trabalham com as cinco variedades principais:  quintal, geada, fortuna, margarida e breda. 

O produtor Antônio Rafael foi o pioneiro da cultura em Jardim Alegre. Atualmente ele tem 1.750 pés de abacate plantado em quatro alqueires e está ampliando para dois mil pés. Esta semana ele recebeu do viveiro mais 250 mudas. “Quando comecei há uns 20 anos era tudo café, mas aqui ventava demais e eu não conseguia tirar renda. Aí um técnico da Emater me aconselhou a plantar abacate. Não é que deu certo, de lá para cá fui ampliando e hoje virou tudo abacate”, comemora. 

Ainda segundo o produtor, só no ano passado, ele conseguiu levantar mais de R$ 100 mil de receita líquida com a cultura. “Nunca na vida iria conseguir esta renda com café”, compara. Como o produtor tem cinco variedades da fruta, colhe praticamente durante o ano todo. “O geada é primeiro que produz, começa em dezembro e vai até fevereiro, depois vem o quintal. Aí vem a produção do fortuna e depois o breda, geralmente vai até o final de outubro produzindo”, relata Antônio Rafael. 

Conforme o comerciante de abacate e revendedor de mudas, Izaias Fidelis, o município de Jardim Alegre hoje começa a se destacar no Estado em produção, e a tendência é que cresça ainda mais. “Só eu, vendi nos últimos quatro anos mais de oito mil mudas aqui na cidade. O abacate é a fruta que mais se ganha dinheiro por alqueire, o produtor não faz menos que R$ 30 mil por alqueire, isso é sagrado”, comenta. 

Ainda segundo Fidelis, a fruta tem um mercado em expansão. “Nos últimos anos as pessoas estão conhecendo os benefícios do abacate para a saúde,e a fruta está tendo mercado garantido. Já estão fazendo óleo de abacate em Ubiratã aqui no Paraná, e lá em Minas em Santo Antônio do Paraíso”, assinala Fidelis. 

O farmacêutico e produtor rural Edson Pini Inacio comprou há cerca de cinco anos uma propriedade rural com produção de café, mas devido a pouca mão de obra, também optou trocar o cafezal pela cultura do abacate. Neste ano, ele fez a primeira colheita e se mostra satisfeito. “É uma planta relativamente rústica, boa de trabalhar. No começo ela até dá mão de obra, mas com o tempo o manejo fica bem mais fácil. Acredito que é um bom negócio. É morosa a primeira colheita ( demora em média quatro anos), mas está valendo a pena”, completa Inacio.

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Edhucca

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