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Frota de veículos cresce 81% na década

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Dados divulgados pelo Departamento de Trânsito Estadual (Detran) revelam que a frota de veículos nas cidades do Vale do Ivaí, mais Arapongas e Manoel Ribas cresceu 81% em 10 anos. Os números têm como referência os meses de outubro de cada ano. Em 2007, a frota na região era 158.749 veículos. Neste ano, passou para 286.652 unidades. Em média, na última década, as ruas da região ganharam quase 12,8 mil veículos a mais por ano. 

O crescimento da frota é quase oito vezes maior que da população da região. têm como referência os meses de outubro de cada ano. Em 2007, a frota na região era 158.749 veículos. Neste ano, passou para 286.652 unidades. Em média, na última década, as ruas da região ganharam quase 12,8 mil veículos a mais por ano. O crescimento da frota é quase oito vezes maior que da população da região.

A maior expansão da frota, na década, foi registrada principalmente nos municípios menores. Em 10 municípios, o avanço foi de mais de 10% . O maior avanço foi registrado em Rio Branco do Ivaí. O município de 4,4 mil habitantes aumentou a frota em 137% na década. Outras cidades com crescimento acima de 100% foram Ariranha do Ivaí, Bom Sucesso, Faxinal, Godoy Moreira, Jardim Alegre, Manoel Ribas, Mauá da Serra, Novo Itacolomi e Rosário do Ivaí.

O número de carros circulando cresceu bem mais que a evolução dos habitantes. Em 2007, a população dos 28 municípios da região era de 427.224. Neste ano, segundo o IBGE, a região somou 471.544 habitantes, um crescimento de 10,5%. O salto da frota está relacionado principalmente a questão econômica.O ritmo de crescimento também foi afetado pela crise financeira nos últimos três anos. 

No período entre 2015 e 2016, o acréscimo foi de apenas 7,2 mil veículos. Uma redução de quase 43% em relação à média da década. Já na comparação entre o ano passado e este ano, há uma leve melhora: 7,7 mil unidades foram incorporadas à frota regional no período. 

INFRAESTRUTURA

Com o número maior de veículos nas ruas, aumentaram também os transtornos, principalmente, pela falta de vagas e o trânsito intenso. Em Ivaiporã, por exemplo, a cidade tinha apenas 12.211 veículos em outubro de 2007, agora são 21.638, ou seja, em uma década um aumento de 77%, ou seja, 9.427 veículos a mais rodando pelas ruas da cidade.Para tentar resolver o problema, o prefeito de Ivaiporã, 

Miguel Roberto do Amaral (PSDB) diz que a prefeitura pretende implantar o estacionamento rotativo na cidade. “Somos uma cidade polo, além dos carros de nosso município, recebemos diariamente moradores de pelo menos outros 15 municípios da região, que também tiveram crescimento da frota”, analisa Amaral.

Afonso Frederico, presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACIS), diz que o estacionamento rotativo é uma reivindicação antiga, principalmente no centro comercial. “Nós tínhamos um trânsito fácil, com facilidades para estacionar. Hoje, tudo mudou, a falta de vagas de estacionamento atrapalha clientes e os comerciantes”. 

Para ele, o estacionamento rotativo é urgente. “Na atual proporção de crescimento, nos próximos 10 anos a frota será o dobro que temos hoje”, comenta Frederico. Para a implantação do estacionamento rotativo, é necessário a municipalização do trânsito. 

Em Ivaiporã, a Prefeitura pretendia contratar através de um processo de licitação, uma empresa de engenharia, que elaboraria o plano de mobilidade urbana do município. Em agosto, o TCE-PR acatou representação de uma empresa, e suspendeu licitação. Um novo processo deve ser realizado. (COLABOROU ADRIANA SAVICKI)

Desafio também em Apucarana

A questão de estacionamento também é um desafio em Apucarana. O município ganhou um número extra de carros de 71% nos últimos 10 anos e também tem um perfil de polo, com oferta de universidades, serviços públicos e comércio e um fluxo intenso de moradores de outras cidades da região. 

No município, o sistema de estacionamento rotativo foi implantado em 2006 e, desde então, vários sistemas de controle já foram utilizados. Após romper contrato com a empresa terceirizada que prestava serviço e uma transição sob contrato emergencial, a prefeitura municipalizou o serviço. 

Desde abril, está em vigor o novo sistema de controle, feito através de  talões que são adquiridos em pontos de venda no comércio. O estacionamento para uma hora custa R$ 1,60.Além de ampliar o número de vagas do sistema, a prefeitura está em processo de contratação de agentes de trânsito para fiscalização do sistema, tarefa feita atualmente pela Guarda Municipal. O concurso público para contratação dos agentes já foi realizado.


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