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Chuvas começam a preocupar agricultores

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Agrônomo Ualison Gasparelo diz que por enquanto não há prejuízos (Foto/Ivan Maldonado)
Agrônomo Ualison Gasparelo diz que por enquanto não há prejuízos (Foto/Ivan Maldonado)

Com 87% da área semeada, antes do retorno das chuvas na quarta-feira (8), os 25 municípios da regional da Seab de Ivaiporã, estão próximos de encerrar o plantio da área prevista de 295 mil hectares para safra de verão de soja. A previsão do Deral é que partir do momento que as precipitações cessarem, não ocorrendo mais redução no ritmo dos trabalhos, o plantio será concluído de 10 a 15 dias. Embora ainda não se fale em prejuízo, novas chuvas pesadas poderão gerar perda potencial, por conta do processo erosivo em algumas lavouras.

De acordo com o agrônomo Ualison Gasparelo, de uma empresa de atividades da área agrícola em Ivaiporã, a germinação da soja até agora tem sido boa, apesar do clima frio e da intensidade das precipitações. “As plantas emergiram muito bem, mas percebemos em algumas áreas, que a chuva muito forte acabou prejudicando as primeiras folhas. Em algumas áreas também houve início de processo erosivo por conta da falta de curvas de níveis. É torcer para que as chuvas fiquem mais equilibradas daqui para a frente. Quando chove muito, o adubo que está na linha pode ser perdido e a planta tendo deficiência no futuro”, assinala Gasparelo. 

O agrônomo do Deral, Randolfo Oliveira, relata que nas últimas décadas alguns produtores se desfizeram das curvas de níveis que são primordiais para conservar o solo contra erosões e contribuem com o escoamento da água da chuva. “Para melhorar o trabalho e agilizar o serviço no campo, alguns produtores quebraram os terraços. Então as chuvas fortes causam o processo erosivo pela lavagem da camada superficial do solo”, relata Oliveira. 

Segundo Oliveira, em geral o processo erosivo maior ocorre, em solos onde também não há cobertura vegetal protetora, o que diminui, a fertilidade do solo ao longo do tempo. “Infelizmente alguns produtores não estão cumprindo as práticas mínimas do plantio direto. Não está havendo a manutenção da palhada no campo, e não estão fazendo a rotação certa de cultura”.

Ainda segundo Oliveira, normalmente a rotação de boa parte das lavouras tem sido no ciclo trigo ou milho, e depois o plantio da soja. “Não plantam mais nenhuma cobertura que disponibiliza massa verde no solo, e a biomassa de proteção vegetal fica muito escassa”, completa Oliveira. 

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