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Justiça concede liberdade provisória a autor de assassinato 

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Defesa de Valério argumenta que ele matou para não ser morto. Foto: Blog do Berimbau
Defesa de Valério argumenta que ele matou para não ser morto. Foto: Blog do Berimbau

A Justiça concedeu liberdade provisória ao autor de um assassinato ocorrido no Dia de Finados, no Distrito de Ubaúna, em São João do Ivaí. Valério Aparecido confessou que atirou em José Willian Moreira dos Santos, 28 anos, após ser atingido com facadas durante uma briga de bar. Após o crime, a casa de Valério foi incendiada.

De acordo com a defesa, ele reagiu para não ser morto, o que configura legítima defesa, e adianta que os autores do incêndio também serão responsabilizados. 

Entenda
A sequência dos fatos teve início por volta das 20h30, no Dia de Finados, após o caminhoneiro Valério Aparecido de Oliveira, 34 anos, dar entrada no Hospital Municipal de São João do Ivaí ferido com uma facada na nuca.  O corpo de José Willian Moreira dos Santos, de 28 anos, foi localizado na sequência no distrito de Ubaúna, que fica a cerca de 9 km da sede. 

Segundo a delegada Karen Friedrich Nascimento, em depoimento dado na tarde desta sexta-feira, após receber alta de um hospital de Ivaiporã para onde foi transferido, Valério admitiu ter assassinado Willian. Segundo ele, os dois não tinham inimizade, mas o rapaz o teria esfaqueado. Ele reagiu atirando. 

“Constatamos junto ao IML que Willian recebeu três disparos. Também estivemos no local para perícia e constatamos que foram disparados nove tiros contra a vítima”, detalha. 

Segundo a delegada, apesar da de Valério alegar legítima defesa, a polícia optou por enquadrar o caso como homicídio por conta do excesso. Um idoso também foi ferido acidentalmente durante o confronto dos dois. "Esse senhor também já prestou depoimento", disse. 

Durante a madrugada, a casa de Valério foi incendiada. Segundo a delegada, o imóvel foi totalmente destruído. Além da casa, o fogo atingiu um carro e duas motos. Moradores vizinhos se mobilizaram para conter as chamas que ameaçavam as outras casas.

Por conta do clima de tensão e de relatos de ameaças sofridas pelos familiares do detido, a polícia se deslocou novamente na tarde de sexta-feira ao distrito. “Foi pedido apoio para retirar do distrito a filha do Valdecir e um caminhão dele para que não fosse incendiado também”, comenta a delegada. 

Valdecir permanecia preso ontem na Delegacia de São João. Ele não tinha registro criminal anterior e apontou para a polícia o local onde escondeu a arma, que já foi recuperada. A vítima, segundo a polícia, já tinha respondido processo criminal por lesão corporal e violência doméstica. 

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