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Primeira etapa da Apac de Ivaiporã será concluída em janeiro

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As obras da primeira etapa da unidade prisional Associação de Proteção aos Condenados (Apac)  de Ivaiporã deve ser concluída em janeiro. A previsão inicial para conclusão desta etapa era dezembro, porém as chuvas intensas e mudanças na estrutura arquitetônica acabou atrasando as obras. A conclusão total da APAC e inauguração, com os três regimes aberto, semiaberto e fechado funcionando é para julho do próximo ano. A unidade prisional que está sendo instalada no antigo asilo terá capacidade para receber 93 recuperandos.
O presidente da Apac, Mário Antônio da Silva explica que nessa primeira etapa foi concluído o muro de 400 metros por 3 metros de altura, a laje, cobertura, e os serviços de reformas, as instalações hidráulicas e elétricas. “Agora estamos entrando na fase de acabamento, e também estaremos início as obras de construção da cozinha. Amanhã, por exemplo, iniciamos as instalações das grades”.
A área do regime fechado que tem aproximadamente 700 metros² terá cinco dormitórios com capacidade para 8 pessoas cada um, barbearia, capela individual, capela coletiva e sala multiuso. No subsolo oficinas para o trabalho de atividades diversas em convenio com empresas da iniciativa privada. “Como ponto de partida, nós temos três empresas interessadas, uma fábrica de tela, uma de bloco de concreto e uma mini marcenaria. Onde o pessoal vai trabalhar e receber seus salários no final do mês”, explica Silva. Ao lado das oficinas, um prédio também está sendo reformado e ampliado, no solo funcionará a padaria da Apac e na parte superior serão construídas duas salas de aula. 
Silva comenta que após a conclusão da primeira etapa em janeiro, terá início as reformas da casa onde funcionará, a ala do regime aberto com capacidade para 13 recuperandos e refeitório multiuso. Também será reformada uma casa onde funcionará a área administrativa e construído uma lavandeira. “Terminando a ala do regime fechado começamos essas obras. Hoje temos cinco recuperandos trabalhando, mas a partir daí serão 12, acredito que será um serviço para no máximo 30 dias”.
A terceira e última etapa, segundo Silva, está prevista para março com a construção dos dormitórios para o regime semiaberto com área de aproximadamente 300 metros² para 40 internos. Para a construção desse novo prédio o Governo do Estado vai liberar R$ 250 mil. “Até agora estamos tendo muito apoio, tanto da prefeitura como da câmara dos vereadores, e ainda as paroquias Bom Jesus e Santíssima Mãe de Deus que tem colaborado com os materiais de construção e tudo que precisamos, e agora o apoio do Governo do Paraná. Temos ainda a promessa da Justiça do Trabalho que vai colaborar com recursos e equipamentos”. 
Ainda segundo o presidente da Apac, O convênio com o Governo Estado para manutenção da unidade prisional também está adiantado. “Há uns 15 dias fomos recebidos pelo deputado Alexandre Curi, o Valdir Rossoni (Chefe da Casa Civil) e a vice-governadora Cida Borghetti. Se mostraram simpáticos a Apace nos garantiram que não teremos problema algum para a assinatura do convênio e a aprovação da documentação para o funcionamento da unidade”, completa Silva.
 
Metodologia apaqueana

Ao contrário de grande parte dos estabelecimentos de execução penal existentes, a unidade que está sendo implantada em Ivaiporã vai proporcionar aos presos um atendimento diferenciado, por meio de um trabalho permanente de profissionais de diversas áreas, além de um constante aprendizado proporcionado pelo trabalho e pelo estudo dentro do presídio.
Segundo o voluntário da Apac, Varlei dos Santos,  a partir da conclusão da primeira etapa 10 recuperandos de Ivaiporã, e dois de Manoel Ribas que cumprem pena na Apac de Barracão serão transferidos para a nova unidade.
“Na verdade a metodologia já vem sendo implantada com os cinco recuperandos que estão trabalho aqui nas reformas desde março. O pessoal só não está dormindo aqui por falta de estrutura. Por uma questão de qualidade de alimento e até por contenção de despesa, também estamos cozinhando o nosso próprio alimento aqui mesmo. Temos nossa horta onde produzimos abobora, repolho, rúcula, quiabo, tomate e alface. No futuro teremos uma grande horta aqui”, assinala Santos.
 
Custos


No sistema convencional, cada preso custa 4 salários mínimos por mês ao Estado e o índice médio de ressocialização é de 14%. Em contrapartida, com o método Apac o custo cai para 1 salário mínimo e o índice sobe para 90%.
Chamado de recuperando – e não condenado, quem cumpre pena numa levanta às 06h00, arruma a cama (ninguém dorme no chão), limpa a cela, onde normalmente dormem seis recuperandos, que usam banheiro higienizado, chuveiro e privada, como previsto no Artigo 88 da Lei de Execução Penal.
Numa Apac, os recuperandos circulam livremente durante o dia pela unidade prisional, e a noite retornam para suas celas. Eles usam crachá como o nome, não utilizam algemas, dispõem de livros e fazem a própria refeição, que é consumida com garfos, facas e colheres.

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