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‘Mais Médicos’ reforça atenção primária 

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Médico cubano Alexi Tamayo Herrera atua em Ivaiporã (Foto/Ivan Maldonado)
Médico cubano Alexi Tamayo Herrera atua em Ivaiporã (Foto/Ivan Maldonado)

Há pouco mais de um ano, 13 municípios do Vale do Ivaí, da região central do estado que fazem parte da 22ª Regional de Saúde (RS) receberam 22 médicos cubanos do programa “Mais Médicos” para reforçar o serviço de atenção básica de saúde. Prefeituras e população da região, que possuem um dos mais baixos indicadores de desenvolvimento social do Paraná, aprovam o programa e o trabalho dos médicos estrangeiros. 

De acordo com a 22ª RS, dos médicos cubanos que chegaram no ano passado à região apenas um que havia sido designado para São João do Ivaí retornou para Cuba, em razão de um acidente automobilístico, e foi substituído por um médico brasileiro formado no exterior.

Alexi Tamayo Herrera é um dos médicos que chegou a região no ano passado. Ele foi designado para trabalhar em Ivaiporã e se mostra satisfeito. “Gostamos muito de trabalhar no Brasil, as equipes com quem atuamos são bastante organizadas e nos acolheram muito bem. Também percebemos que as pessoas que atendemos ficam muito agradecidas com o nosso trabalho”.

Para Herrera, uma das maiores dificuldades dos médicos cubanos foi à adaptação ao idioma. “Nós passamos por um curso em Cuba de três semanas. Logo que chegamos ao Brasil também ficamos por três semanas em cursos de adaptação do idioma. Na prática foi um pouco difícil, mas depois de um ano estamos bem adaptados”.

Herrera relata ainda que o contrato com o Ministério da Saúde com os médicos estrangeiros é de três anos. Mas, caso venha a ser prorrogado ele pretende renovar o período dele no Brasil. “As pessoas aqui são boas demais.”, completa Herrera.

Ivaiporã foi o município da regional que recebeu o maior número de médicos cubanos, cinco no total. O secretário de Saúde, João Felipe Marques, analisa positivamente a parceria.  Ele explica que os médicos do programa trabalham 32 horas semanais e têm mais 8 horas destinada ao estudo cientifico. Nas 32 horas, eles fazem atendimento de gestantes, puericultura, visitas domiciliares, atendimento de grupos específicos atingido com doenças crônicas, dentre outros. “O projeto Mais Médicos não veio para tomar lugar de nenhum outro médico, ele veio para poder fortalecer a medicina de família que estava enfraquecida”, assinala Marques.

A secretária interina de saúde de Jardim Alegre, Lizete Bana, também elogia o trabalho dos médicos do programa, em especial, da médica cubana que foi enviada para o município. “A Tânia (médica cubana) é muito atenciosa e procura educar os pacientes da forma de prevenir as doenças”. Lizete diz que a prefeitura pretende pedir mais um médico através do programa. “Estamos apenas aguardando a abertura de vagas”, comenta Lizete.

José Roberto Fiorim, responsável pela atenção primária da 22ª RS, diz que com a chegada dos médicos houve melhorias nos indicadores de saúde na regional, principalmente, na cobertura populacional e diminuição de gastos nas unidades hospitalares e medicamentos. Como exemplo, ele cita o tratamento preventivo da doença diabetes. “Se houver o tratamento adequado na atenção primária, à pessoa evita complicações futuras”.




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