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Cambira atrasa salários dos servidores municipais

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A prefeita interina de Cambira, Márcia Aparecida Viscardi da Costa (PRB), pagou ontem apenas uma parte dos salários de dezembro dos servidores municipais. A folha salarial foi deixada para sua responsabilidade pelo antecessor Maurílio dos Santos (PRB), porém sem uma provisão de recursos.

Quando ela assumiu a Prefeitura, no dia 1º de janeiro, havia apenas R$ 11 mil em caixa. De acordo com Márcia Viscardi, a primeira parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que foi liberada pelo Tesouro Nacional na última sexta-feira, veio com um desconto de R$ 118,6 mil referente aos encargos de INSS do 13º salário pago em dezembro. Na conta da Prefeitura sobraram apenas R$ 77.770. Ela diz que teve de juntar mais um pouco de dinheiro daqui e dali, conseguindo somar apenas R$ 115 mil, para uma folha salarial calculada em R$ 261,4 mil.  Segundo a prefeita em exercício, foram pagos salários de 95 servidores, de um total de quase 400, atendendo somente os efetivos, pensionistas e aposentados.

Os demais funcionários terão que esperar a entrada de mais recursos na conta do Município. Ela observa que vai utilizar o ICMS que cai na conta hoje e a segunda parcela do FPM, que entra no dia 20, para quitar o restante da folha. “Nossa prioridade é pagar os salários dos servidores”, afirma. “Tudo que entrar de dinheiro na Prefeitura nesses dias será para quitar a folha de dezembro”, assegura. “Quanto aos fornecedores, eles terão que esperar”, completa.

DÍVIDA A equipe administrativa ainda não concluiu o levantamento da situação da Prefeitura de Cambira. No entanto, números extraoficiais dão conta que a dívida atual é de R$ 1.532.062,89. Parte dela, no entanto, é relacionada a convênios com recursos a serem liberados. Assim, a dívida real é de R$ 861.957,67 relativa a fornecedores e outros credores.

Além da folha salarial, Márcia Viscardi, que deverá ficar no cargo de prefeita até a posse do novo prefeito a ser eleito no próximo domingo, tem outros problemas a resolver na Prefeitura. Um deles é a revisão dos ônibus escolares, que precisam estar em boas condições de uso para o ano letivo, que começa na segunda semana de fevereiro. Já as estradas rurais, assim que o tempo melhorar será passada a motoniveladora nos trechos prioritários.  Os telefones da Prefeitura também estão com problemas, porque dois raios queimaram uma placa dos equipamentos de transmissão duas vezes seguida. O custo de conserto de uma placa é de R$ 3,5 mil.

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