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Profeta é venerado em Marilândia do Sul

Da Redação ·
 O ministro João Sapateiro mostra retrato do profeta e interior da capela
fonte: Delair Garcia - Tribuna do Norte - Diário do Paraná
O ministro João Sapateiro mostra retrato do profeta e interior da capela

Uma igrejinha em alvenaria com apenas 12 metros quadrados, fincada no meio de uma mata nativa no bairro rural Barro Preto, em Marilândia do Sul, tem chamado a atenção dos moradores locais, de outras pessoas da cidade e até de outros estados. Trata-se da conhecida Capela do Profeta João Maria de Jesus. Segundo o ministro João Batista Pereira, 61 anos, o popular João Sapateiro, que mora na cidade há 34 anos, a construção teria sido feita por seguidores do monge. Alguns deles decidiram levantar a capelinha por terem sido curados de alguma doença e outros simplesmente pelo fervor dedicado a este peregrino missionário e misterioso, que teria passado pela região no século passado fazendo curas e milagres no início da colonização da região. 

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Dentro da capela, que há muito tempo está abandonada e empoeirada, estão o retrato do profeta João Maria de Jesus, diversas imagens de santos e muitos objetos deixados por pessoas que teriam sido curadas diretamente pelo peregrino ou conseguido algum milagre através dele. Entre esses objetos estão muletas, chinelos, sandálias, roupas, terços, bíblias, bandeiras de Santos Reis e outros. Alguns rojões já queimados demonstram que alguém teria soltado fogos em comemoração a alguma graça recebida. Sete bancos de madeira ali instalados testemunham que a capela já foi local de muitos encontros de fiéis para orações.


A capela está localizada no pé de uma figueira, na cabeceira de uma mina d’água, na Fazenda Santa Helena. Segundo moradores mais antigos da vizinhança, era ali que o monge fazia suas orações e levava as pessoas para serem batizadas ou curadas na fonte de água.

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O agricultor Adão Pereira Vieira, 82 anos, que sempre morou no Barro Preto, conta que sua finada esposa América da Costa Vieira, uma benzedeira que morreu há 15 anos, dizia que sempre via a imagem do profeta surgindo nas imediações da capela. Ela morreu aos 60 anos e teria testemunhado muitas curas feitas pelo missionário.