Região

Paraná reage contra a crise e gera mais 2,5 mil empregos em fevereiro

Da Redação ·

O Paraná voltou a reagir na geração de empregos em fevereiro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (18) pelo Ministério do Trabalho. Segundo o novo levantamento, o Estado gerou 2.494 das 9.179 vagas de trabalho abertas no país. O número de novos trabalhadores paranaenses com carteira de trabalho assinada no mês superou o de janeiro (1.592) mesmo diante da crise financeira mundial.

Para o secretário do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Nelson Garcia, os números apontam para uma recuperação da economia nacional e estadual. "No primeiro mês do ano, o Paraná já havia apresentado reação à crise financeira internacional. Foi quando o Estado foi um dos poucos com resultados positivos. Agora, comprovamos que temos potencial e que podemos ter um 2009 com muitos empregos", avaliou.

Ao imaginar uma linha com a variação das taxas de emprego no Estado - aponta ainda o secretário - é possível ver que, em novembro de 2008, quando a crise chegou ao Brasil, ela caiu. "Naquele mês, tivemos retração. Depois, em dezembro, ela caiu ainda mais em todo país e nós tivemos decréscimo. Agora, a linha voltou para cima. Nosso estoque de empregos cresceu 0,07% em janeiro e 0,12% em fevereiro", analisa.

"Não digo que a crise já passou, nem que o Paraná está imune aos efeitos que ainda são sentidos em todo o mundo. Mas já começamos a nos recuperar. Aos poucos, com responsabilidade e cautela, vamos nos ajustando. O governador Roberto Requião não ficou de braços cruzados diante da crise e agiu. Já estamos sentindo os resultados. Estamos reagindo de maneira bem mais rápida que o Brasil", completa Garcia.

SETORES - Um dos setores que mais empregaram no Paraná foi o de serviços: saldo positivo de 5.810 novos postos de trabalho, alta de 0,77%. Na construção civil, o saldo foi de 55 novos trabalhadores com carteira assinada, crescimento de 0,55% sobre o número de vagas criadas no mês passado.

Já o comércio a agropecuária e a indústria tiveram saldo negativo. O comércio teve 109 vagas eliminadas. A agropecuária teve um resultado de -1.563. O maior número de demissões aconteceu na indústria, que eliminou 1.825 postos de trabalho.

Dois Estados que antes competiam com o Paraná na liderança da geração de empregos - São Paulo e Minas Gerais - tiveram resultado negativo em fevereiro. São Paulo teve um saldo de -95 e Minas Gerais -869.

INTERIOR: O interior do Estado foi responsável por 99% dos empregos gerados no mês. Contratou 2.461 trabalhadores, enquanto a Região Metropolitana de Curitiba teve saldo de apenas 33 admitidos.

Os resultados negativos na RMC foram puxados pelas demissões nas montadoras e fornecedoras de peças para automóveis. As fábricas de metalurgia e mecânica fecharam 588 dos 2.142 postos de trabalho eliminados pela indústria. Especificamente na capital, a perda foi de 1.274 empregos.

Em visita à Curitiba no final da semana passada, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse que, graças à diversidade de atividades econômicas no Estado e à participação das pequenas e médias cidades na economia, o Paraná é uma das unidades da federação que menos sofre com a crise.

Lupi também criticou a postura de empresários brasileiros que recebem incentivos fiscais e demitem funcionários. "É um absurdo empresas que recebem dinheiro público, que recebem isenção fiscal, demitirem. Ao primeiro sinal de crise, os empresários anunciam demissões, mesmo depois de ganharem muito dinheiro", afirmou.

ESTOQUE: Com os novos números, o estoque de mão-de-obra formal no Paraná é de 2.064.170 trabalhadores. Destes, 581.138 conseguiram emprego a partir de 2003, início do Governo de Roberto Requião. Para se ter uma dimensão do número, vale lembrar que nos oito anos do governo anterior, foram gerados apenas 37.882 empregos formais

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Geração de empregos no Paraná:

1995 -25.327
1996 -32.805
1997 7.463
1998 -35