Região

Grupo Tigre prende sequestradores em operação conjunta com Polícia Federal

Da Redação ·

O grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especiais), em parceria com a Polícia Federal e a Subdivisão de Foz do Iguaçu, prendeu quinta-feira (12) três acusados de terem realizado o sequestro de um empresário paraguaio em novembro de 2008. As prisões aconteceram durante a Operação Fragata, divulgada pela Polícia Federal. De acordo com o delegado Riad Braga Farhat, chefe do Tigre, em dezembro, o grupo já havia conseguido identificar os autores. Descobrimos que eram criminosos que já tinham atirado em uma viatura da Polícia Federal. Existem também fortes indícios de que eles participaram de um assalto a um carro forte no dia 7 de maio do ano passado, em frente ao hospital Pequeno Príncipe. Como a Polícia Federal também estava investigando a quadrilha, resolvemos procurá-los e abrimos todas as informações que tínhamos. Eles nos contaram o que sabiam sobre a quadrilha e foi bom porque tudo o que não tínhamos eles tinham e vice-versa. Daí por diante passamos a trabalhar em conjunto, lembrou o delegado.A operação da Polícia Federal resultou na prisão de 13 pessoas, mas o Grupo Tigre participou especificamente da prisão dos seqüestradores. Wanderson Rodrigo Mayer Ormond, e os irmãos Valdinei e Sidnei Barbosa, foram presos acusados de extorsão mediante seqüestro pela Justiça Estadual, mas estão agora com a Polícia Federal em Foz do Iguaçu. O SEQUESTRO - No dia 27 de novembro de 2008, um empresário paraguaio foi seqüestrado dentro do Brasil, na porta do hospital Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu. Os seqüestradores pediram à família um milhão de dólares pelo resgate, mas o seqüestro acabou frustrado. Os criminosos desistiram 24 horas depois, porque o empresário, que fazia tratamento no Costa Cavalcanti, tinha que ter feito uma hemodiálise, mas foi pego antes de fazer o tratamento. A imprensa paraguaia divulgou o seqüestro e a informação divulgada pelo médico, de que a vítima teria uma sobrevida de 20 horas no máximo, caso não fizesse a hemodiálise. Os seqüestradores então souberam que haveria o perigo da morte do empresário e soltaram a vítima 24 horas depois, pois acreditaram que não haveria tempo hábil para a família conseguir o dinheiro, contou Farhat.De acordo com o delegado, imediatamente após o seqüestro, o Tigre foi acionado e horas depois já estava na cidade porque estava fazendo um trabalho em Cascavel. Apesar de a vítima ter sido libertada, o grupo começou a investigar com a Subdivisão da Polícia Civil de Foz do Iguaçu e nossa equipe não saiu da cidade até ontem, quando eles foram presos.

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