Região

Programa Horta Comunitária garante prêmio internacional a Maringá

Da Redação ·
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O programa da administração municipal Hortas Comunitárias foi contemplado pela Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistências (ADRA) com um prêmio de U$$ 25 mil que serão investidos na implantação de outras hortas comunitárias e melhorias das já existentes no município.      

Uma das ações da ADRA é investir financeiramente em projetos de cunho social que priorizem as reais necessidades da comunidade, premiando os programas que comprovem sua eficácia a médio e longo prazo, ao invés de ajudas temporárias.     

 Por se enquadrar às regras da Agência, o gerente municipal do programa, José de Oliveira Albuquerque e a assistente social da Associação Norte Paranaense da Igreja Adventista do Sétimo Dia , Debora Dalla Cort, inscreveram o programa Horta Comunitária para concorrer ao prêmio da ADRA Internacional.     

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 Foram inscritos 80 programas existentes na América Latina, desses apenas dois foram premiados, um da Bahia e o de Maringá. "Nosso programa se enquadra perfeitamente no que a agência entende como programas que asseguram a sobrevivência da comunidade. Estamos felizes por esse reconhecimento, pois sabemos do benefício que as hortas trouxeram às famílias participantes. O prêmio será totalmente investido na melhoria do programa", comenta Albuquerque.    

 Hoje mais de 250 famílias garantem seu sustento, ou parte dele, através das dez hortas existentes em Maringá. Ao todo, 1.500 pessoas participam do programa, que é todo mantido pela Prefeitura, que além de doar o terreno e prepará-lo para o plantio das hortaliças também doa mudas e adubo. Até o final deste ano a Prefeitura vai implantar mais 10 hortas.    

 Dona Anália da Silva, 70 anos, e a filha Elizabete fazem parte do grupo que trabalha da Horta Comunitário do Residencial Tuiuti. As duas mudaram completamente suas rotinas e hoje trabalham pela manhã e à tarde cultivando alface, couve, cebolinha e chicória. "Quando nos falaram que iria ter uma horta aqui no bairro me interessei na hora e pensei na minha filha que sofria de depressão. Hoje trabalhamos as duas juntas e conseguimos tirar um bom dinheiro vendendo nossas hortaliças", diz Anália. "A Horta Comunitária mudou minha vida. Hoje ao invés de ficar em casa chorando, venho aqui, planto as mudas e as vejo crescer. É uma terapia, pois fiz muitos amigos, me livrei da depressão e ainda sustento minha casa", emociona-se Elizabete.