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Dia da Terra alerta sobre poluição no planeta

Da Redação ·
 Dia da Terra alerta sobre poluição no planeta
fonte: Google - imagem ilustrativa
Dia da Terra alerta sobre poluição no planeta

O feriado de Sexta-feira Santa (22) coincidiu com outra importante data. Além dos 511 anos do descobrimento do Brasil, a data é conhecida também como o Dia Mundial da Terra. Criado em 1970 pelo senador norteamericano Gaylord Nelson (1916-2005) e elevado à data mundial em 1990 com a adesão de diversos países, inclusive o Brasil, este dia surgiu como uma forma de protestar contra a poluição no planeta. Com os constantes fenômenos climáticos que vem acontecendo nos últimos anos - como os tsunamis na Ásia, derretimento das calotas polares, entre outros - a data chama a atenção para que todos se mobilizem para salvar a Terra.

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No Paraná, diversas iniciativas são tomadas para que o nosso bioma seja preservado tanto para quem vive o presente como para as gerações futuras. Um entre tantos projetos que visam esta proteção é o Projeto Oásis, de autoria da Fundação Grupo Boticário *, que acontece em Apucarana, norte do Paraná, e no interior de São Paulo. De acordo com a gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário, Leide Takahashi, esta ideia concilia com o que a instituição prega, de buscar equilíbrio e sustentabilidade, garantindo o crescimento do Brasil sem que o meio ambiente seja agredido.

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"Esta é apenas uma entre inúmeras iniciativas que promovemos em benefício da natureza. Por enquanto, implantamos este projeto em dois locais. Contudo, já estamos com estudos para replicá-lo em escala nacional. A procura pelo Projeto Oásis tem sido grande. Pelo menos 10 cidades já foram conhecer os dois polos e se interessaram bastante. Pensamos em criar algum material sobre este trabalho e acredito que até o final deste ano já teremos algo mais consolidado neste sentido", informa.

O coordenador e participante do Projeto Oásis em Apucarana, Satio Kayukawa, explica mais sobre esta ação, que já arrebanhou 133 propriedades no município. "Quem tiver uma propriedade que mantém a mata ciliar a 30 metros da beira de um rio, 20% de reserva legal em seu domínio, manter curva de nível para evitar erosão ao redor de nascentes, entre outras iniciativas, recebe como prêmio uma remuneração em dinheiro para ajudar com as despesas, que varia de R$ 93,00 até R$ 562,80. Esta atitude ganhou força com os proprietários, que abraçaram a causa", diz.

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Segundo Kayukawa, a medida só vem trazendo benefícios para região, recuperando, inclusive, a fauna e a flora local. "Isso vem melhorando a olhos vistos a quantidade e a vazão das nascentes. Em tempos onde a gente escuta que a água potável vai ficando cada vez mais escassa, é bom saber que esta iniciativa ajuda a melhorar esta questão. As condições do solo da minha propriedade, em que planto café e soja, estão com uma produtividade melhor. Além disso, a fauna e a flora vão se recuperando gradativamente. Já é possível ver animais silvestres, como capivaras, ariranhas e alguns pássaros visitando a propriedade. Isso sem contar que árvores nativas como Ipê Roxo, Peroba, etc., foram plantadas e estão crescendo bem. A nossa parte por um futuro melhor está sendo feita", garante.

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Outro projeto para proteger o meio ambiente paranaense, porém desta vez a cabo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), é o Desmatamento Evitado. O biólogo e coordenador do programa, Denilson Cardoso, conta que esta ação visa gratificar pessoas que preservam a floresta de araucária em suas propriedades. "O embrião desta ideia surgiu em 2001, quando um estudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) constatou que menos de 1% da floresta de araucária estava bem conservada no Estado. Isso fez com que desenvolvêssemos uma estratégia: procuramos estas áreas bem preservadas e gratificamos este esforço, uma vez que estas pessoas não caíram na tentação do mercado e mantiveram estas áreas. Buscamos na iniciativa privada empresas para que se co-responsabilizassem com a preservação. O projeto iniciou em 2003, mas só em 2007 recebeu este nome. Isso gerou o que chamamos de aliança de três partes: os donos entravam com o comprometimento da manutenção destas florestas, as empresas garantiam o financiamento e, em troca, ganhavam uma boa imagem junto aos consumidores e a SPVS dava a assistência técnica necessária. Posso garantir que esta ideia serve como um espelho para que a iniciativa pública possa fazer algo nestes moldes", opina.

Embora não tenha números exatos de hectares de florestas de araucárias, o coordenador avalia positivamente este projeto. "Já temos mais de três mil hectares destas áreas preservadas, principalmente no Centro-Sul e na região dos Campos Gerais. O projeto se estende ainda para Santa Catarina. Para ver como foi importante o projeto, estamos iniciando um projeto-piloto no oeste da Bahia. Mostramos que é possível manter as áreas preservadas e ainda diminuir o desmatamento. Isso vem gerando impactos positivos no meio ambiente", encerra.