Região

Paraná é o terceiro em número de mortos no trânsito

Da Redação ·
 Acidente  entre moto e caminhão em Apucarana
fonte: Delair Garcia
Acidente entre moto e caminhão em Apucarana

O Paraná teve registro de 3.217 mortes no trânsito em 2008. Isso colocou o Estado em terceiro lugar entre todos as unidades da federação no número total deste tipo de ocorrência. São Paulo, que tem a maior frota e população do País, aparece em primeiro, com 7.499 óbitos. Minas Gerais, com 4.001, ficou em segundo. Os dados são do Mapa da Violência no Trânsito, complemento do Mapa da Violência, divulgada em fevereiro deste ano pelo Instituto Sangari.


O resultado promete reclamações dos Estados que aparecem no topo da pesquisa. Por isso mesmo, o próprio estudo já avisa que, embora os critérios para a confecção da pesquisa sejam os mesmos para cada unidade federativa, os estados se diferenciam no tipo de informação fornecida. Assim, alguns estados informam bem, enquanto outros mal informam.


Mesmo assim, a diferença seria apenas de ranqueamento. No caso do Paraná, estados mais populosos até poderiam ter maior número de mortes no trânsito, mas isso não demoveria as mais de 3.200 mortes nas ruas.

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O estudo do Sangari chama a atenção para o crescimento das mortes entre motociclistas. Avaliando os dados entre 1998 e 2008, o aumento no óbito de motociclistas chega a impressionantes 754%. Em 1998 foram 1.047 mortes de motociclistas no país. Em 2008, esse número subiu para 8.939 mortes.


Os dados do Paraná de 2008 mostram esse dado também. Das três milhares de mortes no ano, boa parte foi de motociclistas, embora a frota estadual de motos represente pouco mais de 10%. Naquele ano foram 721 mortes de piltoos de motos, contra 818 óbitos de pessoas em veículos. Oitocentos e quarenta e uma pessoas que morreram em acidentes de trânsito eram pedestres.


Proporcional — Já quando se aponta os dados pela taxa, o Paraná cai para sexto lugar, mas fica à frente de São Paulo e Minas. A taxa paranaense foi em 2008 de 30,4 mortes para cada grupo de 100 mil. Minas teve taxa de 20,2 e São Paulo de 18,3. O primeiro é o Tocantins, com 35,6.


O Paraná também está evidência quando se fala em mortes em acidentes com automóveis. Apenas dois estados têm taxa acima de 10 por 100 mil — Tocantins e Mato Grosso. O Paraná, junto com Espírito Santo e Santa Catarina, é do seleto grupo onde as taxas superam as 9 por 100 mil habitantes.