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Fábricas investem na produção de gorros e cachecóis para Copa

Da Redação ·
 Empresas desenvolvem coleções exclusivas em verde e amarelo
fonte: foto ilustrativa/Sofutebol
Empresas desenvolvem coleções exclusivas em verde e amarelo

Brasileiros que vivem nas regiões mais frias do país poderão acompanhar e vibrar nos jogos da Copa 2010 bem agasalhados e devidamente identificados como torcedores da seleção brasileira. As fábricas do APL de Bonés e Brindes de Apucarana estão produzindo gorros e cachecóis, além de bonés e camisetas, para os torcedores do Brasil no campeonato mundial de futebol, a ser realizado na África do Sul, a partir do dia 11 de junho.
 

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Como o evento será realizado durante o inverno, algumas fábricas do maior pólo produtor de bonés do Brasil estão produzindo gorros e cachecóis nas cores verde e amarela, além dos habituais bonés e camisetas. Sem logomarcas, as cores da bandeira brasileira bastam para identificar os fãs da seleção de futebol mais famosa e pentacampeã do mundo.
 

As fábricas não vão investir no licenciamento das logomarcas da Copa e da seleção brasileira, junto à FIFA e CBF, como foi feito em 2006, para a Copa da Alemanha. “Não foi uma boa experiência, por isso desistimos de repetir o licenciamento dessa vez”, explica Jayme Leonel, diretor da Milano Bonés e presidente do Sindicato da Indústria de Vestuário de Apucarana e da Associação Comercial da cidade. “Não podemos usar o logotipo da CBF, nem o mascote da Copa 2010, então, só usaremos as cores verde, amarelo e azul royal”, complementa. Os empresários não chegaram a ter prejuízo, no evento passado, mas não faturaram como esperavam, conta ele.
 

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Leonel diz que a experiência de fornecer uniformes, bonés e chapéus para delegação brasileira nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, foi muito boa. “Tudo foi produzido em Apucarana”, diz orgulhoso. Na Copa da França, em 2002, o pólo paranaense produziu uniformes para várias delegações de empresas e grupos de torcedores que atravessaram o Atlântico para acompanhar os jogos. “Esse é um ótimo filão para os nossos produtos”, destaca.
 

No momento, a informalidade na fabricação de camisetas é a que mais preocupa os empresários de Apucarana. “Diminuiu bastante nos últimos anos na produção de bonés, depois da atuação do Sebrae aqui. Mas na de camiseta está muito grande. Talvez porque as camisetas estão realmente se tornando o segundo carro-chefe do pólo”, enfatiza. Leonel.

A atividade fabril deve aumentar em torno de 20% no APL, até junho, prevê. “A maioria das empresas começou a trabalhar com o tema Copa 2010 no início deste mês e deve ir até o início de junho. Acontece aos poucos e vai ficando mais acentuado, quanto mais perto dos jogos”, acrescenta.
 

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“Começamos a produzir bonés, camisetas, gorros e cachecóis em dezembro para grandes redes e magazines”, informa Rodrigo Begalli, diretor da Bonelli Bonés, fábrica integrante do pólo de Apucarana. Noventa por cento da clientela da empresa são grandes redes e magazines, atuantes no mercado nacional.
 

Para o pequeno varejo, a Bonelli vai produzir coleção própria. Já a coleção para os grandes atacadistas é voltada para os públicos C e D, enquanto a do varejo será para consumidores mais elitizados. “Fabricamos produtos com melhores acabamento e fios para esses consumidores mais exigentes”, explica o empresário.
 

Esse ano representa a retomada do otimismo nos negócios do pólo boneleiro paranaense e para a seleção brasileira, também, segundo Rodrigo. “O movimento está grande. Não esperava tanto. Nossa linha de produção está toda ocupada com a Copa 2010”. Não houve, no entanto, necessidade de contratar mão de obra extra, segundo ele. No início do ano, geralmente o número de postos de trabalho é mais baixo.