Região

Governo do PR paga R$ 300 por arma sem registro entregue à polícia

Da Redação ·

O governador Roberto Requião alertou nesta terça-feira (25), na Escola de Governo, que o registro legal de armas segue até 31 de dezembro no Paraná. Depois desta data, as pessoas que tiverem armas sem o devido registro podem ser penalizadas pelo Estatuto do Desarmamento, que prevê prisão de um a três anos, além de multa. As armas devem ser registradas na Polícia Civil e no Ministério do Exército.Para Requião, as armas não registradas estão no comércio acessível ao submundo. "São armas que matam e que ocasionam o maior número de homicídios", afirmou o governador. "Todas as pessoas podem registrar armas - na Polícia Civil e no Exército - que não sejam privativas das Forças Armadas sem maiores complicações", completou.PRÊMIO - Requião adiantou que o Governo do Paraná restabeleceu o prêmio de R$ 300,00 para cada arma não registrada entregue nas delegacias de Polícia Civil e nas companhias e batalhões da Polícia Militar. "Não consultamos sobre a origem da arma. Queremos retirar de circulação as que estão nas casas de muitas famílias, sem registro, que podem ser roubadas, que são acessadas e acessíveis a menores de idade, que podem cair na mão de quadrilhas. Essas armas, entregues em uma delegacia de polícia, são remuneradas com R$ 300,00", disse o governador.O mesmo prêmio é estendido para policiais militares ou civis. "Os soldados da Polícia Militar e os policiais civis que apreendem armas que estão provocando a criminalidade, que andam soltas por aí, viabilizando a existência de perigosas quadrilhas, o Estado remunera com R$ 300,00".Requião reafirmou que o prêmio instituído pelo Governo do Paraná é um dos meios encontrado pelo Estado, para diminuir o número de armas em circulação e o conseqüente armamento das gangues e das quadrilhas.POSSE - O governador também explicou que não se pode confundir posse e o registro com o porte de arma. "Um esclarecimento adicional em relação às armas. O Governo do Estado é favorável à posse de armas numa residência, mas é também de opinião que o porte tem que ter restrições duríssimas. O Paraná não é contra a posse de arma, mas arma é como um automóvel e tem que ter registro".Requião reforçou que as armas não podem circular indiscriminadamente, correndo o risco de ser vendidas para bandidos e quadrilhas. "O Paraná vai jogar pesado nessa iniciativa. Queremos retirar as armas ilegais de circulação e estamos levando isto a sério", garantiu.

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