Região

Igreja discute aquecimento global

Da Redação ·
Bispo dom Celso Marchiori lançou a Campanha da Fraternidade
fonte: Delair Garcia
Bispo dom Celso Marchiori lançou a Campanha da Fraternidade

É a ânsia em colocar fim à deterioração do meio ambiente que embala a Campanha da Fraternidade 2011. Apresentada ontem em Apucarana pelo bispo diocesano dom Celso Antônio Marchiori, durante uma coletiva de imprensa, o tema da campanha deste ano é “Fraternidade e a Vida no Planeta”, com o lema “A Criação geme em Dores de Parto”. A abertura oficial acontece amanhã, às 20 horas, no Cine Teatro Fênix.

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Ontem, o bispo também presidiu a última das três missas com a imposição de cinzas realizadas na Catedral Nossa Senhora de Lourdes. As celebrações abriram a Quaresma, período considerado pelos católicos de preparação para a Páscoa.


Dom Celso explica que, abordada desde 1979 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a necessidade de preservar os recursos naturais evidencia neste ano o aquecimento global e as consequências das mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, a campanha, conforme ele, pede atitudes que ajudem a “restaurar” o planeta. “Queremos provocar uma reflexão na sociedade e contribuir para que todos tenham consciência da gravidade do problema”, diz.

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Para isso, o bispo ressalta que, em um primeiro momento, o foco das ações será a conscientização de fiéis, famílias e crianças. Por ser também uma bandeira de entidades fora do âmbito eclesial, a questão, segundo dom Celso, deve ser discutida ainda em outras esferas. Ele citou o consumismo, a poluição e a necessidade da coleta seletiva como pontos que merecem atenção nesta Campanha da Fraternidade. “Gostaria de me reunir com os prefeitos da região para tratar sobre esse assunto e outros. Depois, com os vereadores de Apucarana, pastores evangélicos e associações. Cada um deverá fazer seu trabalho, mas a preocupação é de toda a sociedade”, salienta.


A coleta solidária da campanha acontecerá no dia 17 de abril. De todo o montante arrecadado, 60% será destinado ao fundo diocesano e 40% ao fundo nacional. As doações serão empregadas em projetos que viabilizem a formação e o desenvolvimento de comunidades.