Região

Atletas do Brasil usam chapéus de Apucarana

Da Redação ·
Chapéus fabricados em Apucarana ganharam o Ninho do Pássaro, durante a cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, há duas semanas. Na cabeça de 181 atletas brasileiros, estavam chapéus produzidos pela empresa Itália Milano, do empresário Jayme Leonel.
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A qualidade, o bom desenvolvimento das peças, a pontualidade na entrega, credibilidade e preocupação em atender bem o cliente foram fatores fundamentais para que a Itália Milano firmasse uma parceria, que já dura seis anos, com a Azaléia, uma das maiores empresas brasileiras do setor de calçados  e que tem como braço esportivo a marca Olympikus, fornecedora do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).  Essa relação comercial levou o chapéu produzido na cidade,  que é conhecida como a "Capital do Boné",  para o outro lado do mundo. O empresário Jayme Leonel conta que não sabia que as peças seriam usadas pelos atletas. Segundo o empresário, a Azaléia faz pedidos com antecedência, com um sistema de reserva de produção.
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"Fiquei envaidecido em ver a delegação brasileira usando nossos chapéus nas Olimpíadas, um evento importante que é muito esperado e tem grande repercussão", diz o empresário.   A Itália Milano, que está há dez anos no mercado e emprega cerca de 200 funcionários, chega a produzir 150 mil bonés por mês. Mais a fábrica também confecciona chapéus, camisetas, blusas, uniformes, entre outras peças. A empresa é uma das 165 empresas que formam o Arranjo Produtivo Local (APL) de Bonés de Apucarana. Com o apoio de entidades como o Sebrae/PR e o trabalho cooperado realizado, essas empresas estão potencializando resultados e transformando a cidade em uma referência nacional na produção de bonés. 
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O consultor do Sebrae/PR na Regional Norte, José Henrique Martins, também compartilha da alegria do empresário. "É enaltecedor para o pólo de bonés de Apucarana ver uma empresa participando de um evento grandioso como as Olimpíadas. É uma maneira de, a cada dia, fortalecer Apucarana como um pólo de produtos de qualidade", diz José Henrique. Ainda segundo o consultor do Sebrae/PR a meta do APL é transformar o boné em uma peça do vestuário. Para isso, diversas ações são promovidas pelo Sebrae/PR e entidades parceiras para oferecer soluções pontuais as necessidades das empresas do APL.