Região

Greve dos vigilantes deve fechar agências em todo o estado

Da Redação ·
Vigilantes impediram a abertura de agências bancárias nesta manhã, em Apucarana
fonte: André Veronez
Vigilantes impediram a abertura de agências bancárias nesta manhã, em Apucarana

A maior parte dos postos e agências bancárias de Curitiba e região, além de algumas do interior, deverá permaner fechada hoje por causa da greve dos vigilantes deflagrada nesta terça-feira (1°). Com isso, as 1.377 agências bancárias em todo o Paraná – sendo 344 só em Curitiba – devem estar fechadas para atendimento do público, já que a lei exige que para a abertura das agências estejam presentes no mínimo dois vigilantes.

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Em Apucarana, o trabalhadores ligados ao Sindicato dos Vigilantes de Londrina já fecharam praticamente todas as 12 agências bancárias da cidade. O atendimento disponível ao público é apenas nos caixas eletrônicos. "Ainda não temos previsão sobre quando os vigilantes devem voltar aos postos de trabalho", comenta o coordenador geral do Sindicato dos Vigilantes de Londrina, João Carlos Buani. A categoria está mobilizada em frente às agências desde às 7 horas desta manhã.

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A greve da categoria também deve provocar o desabastecimento de cédulas no sistema de caixas eletrônicos das agências, já que os carros-fortes não poderão descarregar. Com a paralisação, resta aos clientes de bancos utilizarem o serviço das lotéricas, autoatendimento, além da internet. Mesmo com as agências fechadas, o vencimento das contas não muda. Os terminais localizados em shoppings, supermercados e postos de gasolina devem funcionar normalmente, pois são abastecidos por profissionais terceirizados.

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Os servidores reivindicam aumento com base no Índice Nacional de preços ao Consumidor (INPC), responsável por medir a inflação durante o ano. Além da inflação, os vigilantes querem aumento real de 5%, elevação do adicional de risco de vida de 10% para 15%. Como contraproposta, o patronal ofereceu correção pelo INPC sem aumento real e acréscimo de 11% para o risco, além de R$ 1 de aumento no vale refeição.

A última greve dos vigilantes ocorreu em 2009. Na ocasião, a categoria cruzou os braços por três dias. Já em 2010, os trabalhadores do setor do transporte de valores pararam por nove dias, o que gerou complicação no funcionamento de caixas eletrônicos de quase todas as agências.

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A expectativa do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região (Sindivigilantes) é de que 80% dos profissionais cruzem os braços somente no primeiro dia de paralisação. No total, são 22,6 mil servidores em todo o estado, sendo 8 mil apenas na capital e região metropolitana (RMC).

Em assembléia realizada ontem a noite (31), na Praça Santos Andrade, em Curitiba, os vigilantes definiram detalhes da paralisação e escolheram o local como ponto de encontro diário durante o período de greve.