Região

Pesquisa mostra hábitos e saúde de calouros da UEL

Da Redação ·

Pesquisa desenvolvida por estudantes do curso de Biomedicina diagnosticou, pela primeira vez, o estado de saúde geral de parte dos estudantes de graduação da UEL. A pesquisa foi feita por meio de questionários com 352 acadêmicos de vários cursos - pouco mais de 10% do total de estudantes que entraram na Universidade no início do ano passado. A pesquisa revelou dados interessantes ligados à saúde e ao comportamento. Os autores da pesquisa são os estudantes Adeline Limberger; Caio Ferreira de Oliveira; Mab Pereira Correa; Thamile Luciane Réus, coordenados pela professora Maria Aparecida Vivan de Carvalho.

continua após publicidade

Segundo o levantamento 15,1% dos calouros homens fumam, contra apenas 6,4% das mulheres. A pesquisa constatou que 22,4% dos homens e 8,5% das mulheres já fizeram uso de drogas e que 71,5% dos homens contra 58,8% das mulheres consomem bebidas alcoólicas.

continua após publicidade

Em relação à saúde propriamente dita, 61,2% dos homens e 24% das mulheres disseram praticar atividades físicas regularmente. Os entrevistados também responderam questões que revelaram sintomas de estresse e esgotamento. Para os estudantes do sexo feminino, os eventos mais citados foram dor de cabeça (17,7%), irritação/nervosismo (12,9%), dor no corpo (11,8%) e queda de cabelo (10,9%). Para o sexo masculino, os mais citados foram dor no corpo (15,5%), irritação/nervosismo (12,9%) e dor de cabeça (12,7%).

continua após publicidade

A pesquisa revelou ainda que a comunidade estudada apresenta estado nutricional satisfatório, de acordo com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Este cálculo considera o Índice de Massa Corporal (IMC). A média geral de todos os turnos apontou um IMC de 22,81 - valor encontrado dentro da faixa “saudável” estipulada pela OMS.

Por fim os pesquisadores concluíram que há a necessidade de aprofundar estes estudos, por meio um Programa Institucional, envolvendo profissionais de várias áreas do conhecimento (médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, economistas, entre outros). A proposta, a partir dos primeiros dados obtidos com os mais de 350 questionários, é desenvolver um trabalho educativo e preventivo visando a saúde da comunidade universitária.