Região

Delegado de Jandaia do Sul consegue habeas corpus

Da Redação ·
 Gustavo Tucci Nogueira poderá responder ao processo em liberdade
fonte: Arquivo TN
Gustavo Tucci Nogueira poderá responder ao processo em liberdade

Os dois delegados presos durante a Operação Jogo Sujo, realizado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) há três semanas, foram libertados com o benefício do habeas corpus. A informação foi confirmada pelo coordenador estadual do Gaeco, Leonir Batisti nesta terça-feira (28).

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Segundo Batisti, a delegada Elza da Silva, que já foi titular da delegacia de Marialva e da Delegacia da Mulher de Maringá, e Gustavo Tucci Nogueira, ex-delegado de Jandaia do Sul, deixaram as celas onde estavam, em Curitiba, na noite de segunda-feira (27). Por enquanto, poderão responder ao processo derivado do favorecimento ao jogo do bicho em liberdade.

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Batisti afirmou que o Gaeco, que é braço do Ministério Público, pode entrar com recurso, para revogar o benefício concedido aos dois delegados. No entanto, não existe previsão se isso vai acontecer. “Precisamos, antes, ser comunicados oficialmente pelo Tribunal de Justiça do Paraná, para saber por quais motivos o Habeas corpus foi concedido”, explico

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Ele acrescentou que as outras quatro pessoas presas durante a operação, entre as quais um investigador de Jandaia do Sul, permanecem preso.

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De acordo com a denúncia apresentada pelo Gaeco à Justiça, no dia 22 de dezembro, os delegados recebiam até R$ 4 mil para facilitar a prática do jogo do bicho. As investigações mostraram que, em troca do dinheiro, os delegados e também o investigador, passavam informações privilegiadas e sigilosas sobre operações de combate à atividade ilícita.

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Na denúncia do Ministério Público, Elza da Silva recebeu cerca de R$ 900 mensais, entre fevereiro e outubro de 2009, para participar do esquema. Já Gustavo Tucci Nogueira e o investigador receberam cerca de R$ 3 mil por mês, entre 2004 e outubro de 2010.

A partir de outubro deste ano, o valor da comissão foi aumentado para R$ 4,1 mil, a fim de atrapalhar o pedido de investigação instaurado pelo Ministério Público.