Região

Negociação salarial vai a dissídio

Da Redação ·
 Impasse nas negociações com trabalhadores da confecção dificulta acordo coletivo
fonte: Arquivo TN
Impasse nas negociações com trabalhadores da confecção dificulta acordo coletivo

A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Vestuário de Apucarana e Região informou ontem que pretende protocolar hoje o pedido de dissídio coletivo junto à Delegacia Regional do Trabalho (DRT).O objetivo é buscar um acordo sobre o reajuste da categoria que se estende há quase quatro meses. A última tentativa de acordo foi feita ontem à tarde, com uma nova contraproposta apresentada pela categoria para o cargo de auxiliar geral, que tem gerado maior impasse nas discussões.

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Os representantes dos trabalhadores pedem reajuste de 24,2% para auxiliar geral. O Sindicato Patronal oferece 16,6%, o mesmo índice para o cargo de costureiras, percentual que foi aprovado pelos trabalhadores. Com o aumento, o salário das costureiras passaria de R$ 620,64 para R$ 682,70 a partir de 1º de setembro, e em 1º de março aumentaria para R$ 723,80.

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De acordo com Maria Leonora Batista, presidente do sindicato dos trabalhadores, pela proposta dos empresários, o auxiliar geral iniciante, que hoje ganha R$ 515, passaria a receber R$ 543,07 e após 180 dias receberia R$ 567,48. Em março, o iniciante passaria a ganhar R$ 575,75 e após 180 dias teria o salário reajustado para R$ 601,63, o que representaria um aumento de 16,6%%. No caso do trabalhador que ganha mais que o piso, o reajuste oferecido foi de 8%.

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Ontem, a categoria propôs que o salário de auxiliar geral iniciante em setembro, que antes era reivindicado em R$ 559,80, ficasse em R$ 550, e após 180 dias, que era pedido R$ 584,96, passasse para R$ 580. No entanto, o sindicato não aceitou rever a outra parcela do reajuste, prevista para março, quando o iniciante passaria a receber R$ 601,63 e após seis meses receberia R$ 640.

Para quem ganha mais que o piso, o pedido de reajuste é de 10%. “O sindicato dos empresário não aceitou a nova proposta. A solução encontrada para resolver o impasse é pedir na mesa de negociação da DRT o piso regional para a categoria, que é de R$ 714”, afirma. De acordo com ela, o sindicato já teria antecipado que o reajuste de acordo com o piso poderia impactar em demissões. “Não acredito que esse aumeto possa gerar demissões nas empresas”, completa Maria Leonora.