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Mulher que raptou bebê de hospital em Apucarana é libertada

Da Redação ·
 Auxiliar de enfermagem Marlene Miranda de Lima, quando foi presa em agosto: "Sou muda"
fonte: Andrém Henrique Veronez
Auxiliar de enfermagem Marlene Miranda de Lima, quando foi presa em agosto: "Sou muda"

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O juiz titular da Vara Criminal da Comarca de Apucarana, Katsujo Nakadomari, confirmou nesta quarta-feira (27) que a auxiliar de enfermagem Marlene Miranda de Lima, de 40 anos, presa em 13 de agosto por raptar um recém-nascido da unidade materno infantil do Hospital da Providência, ganhou a liberdade provisória. A petição para soltura de Marlene foi feita pelo advogado londrinense Amílton Laertes Araújo.

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De acordo com o Judiciário, o advogado argumentou que Marlene tem residência fixa, profissão definida e não possuía antecedentes criminais na época do rapto do recém-nascido Nicolas. Tecnicamente o Judiciário não teria como negar o pedido do defensor, conforme observaram alguns experientes juristas de Apucarana.

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O RAPTO - O bebê foi raptado da maternidade por Marlene às 21 horas do dia 12 de agosto e acabou encontrado pela polícia quase 20 horas depois, em Cambé. Ela e uma filha adolescente, residentes em Mauá da Serra, foram detidas pela Polícia Civil no final da tarde de 13 de agosto. Elas estavam com o bebê em Cambé, na casa de uma amiga, que não sabia do rapto.


Marlene contou a polícia que teria tomado a atitude extrema porque estaria transtornada com uma suposta gravidez psicológica de sua filha adolescente. Ela já teria inclusive comprado enxoval para o bebê. "Fiz isso por ser mãe", afirmou na época a auxiliar de enfermagem. Ela agora vai aguardar a conclusão do processo penal em liberdade, mas essa condição não a isenta de uma possível condenação.

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Os pais do pequeno Nicolas, Thais Braga da Silva Henriques e Lincon Fernandes, ainda não se manifestaram sobre o assunto. 
 

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