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Ivaiporã investiga morte de peixes no lago da Vila Residencial de Furnas

Da Redação ·
Comissão vistoriou o lago nesta sexta-feira (Foto: Ivan Maldonado)
Comissão vistoriou o lago nesta sexta-feira (Foto: Ivan Maldonado)

Centenas de peixes foram encontrados mortos nos últimos dias no Lago da Vila Residencial de Furnas, em Ivaiporã. O prefeito Miguel Roberto do Amaral (PSDB) esteve nesta sexta-feira (20) no local, acompanhado de uma comissão formada por integrantes da Polícia Civil, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Departamento de Meio Ambiente. Eles percorreram as margens para investigar causas da mortandade dos peixes.

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De acordo com o secretario de Meio Ambiente, Jayme Ayres, preliminarmente, a equipe acredita que a estiagem, o baixo nível das águas e a grande população de peixes tenham reduzido o oxigênio da água e, consequentemente, provocado a morte de peixes. “Além da estiagem, a pesca no lago ficou proibida por bastante tempo, tendo então um aumento no número de peixes. Diminuindo o oxigênio, alguns peixes começam a morrer”, relata Ayres. 

O prefeito Miguel Amaral justificou a presença da Polícia Civil e do IAP. “É uma área ambiental muito importante para Ivaiporã e merece toda a nossa atenção. Embora aparentemente seja a redução de oxigenação da água, estamos também vistoriando para ver se não há nenhum descarte ilegal”, argumenta o prefeito. Miguel Amaral também determinou a coleta de água e peixes para passar por análise laboratorial. 

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Para amenizar a mortandade, a equipe de Meio Ambiente está transferindo os peixes vivos para o lago Jardim Botânico onde a oxigenação da água é maior. “A produção de água desse lago (Vila de Furnas) é pequena. Aqui, é uma nascente permanente e sete intermitentes que secam em períodos de estiagem. No Jardim Botânico, temos 22 nascentes permanentes, e lá não falta água”, relata Ayres. 

O diretor regional do IAP, Maurilio Vila, sugeriu ainda a implantação de um aerador e o corte algumas árvores na pequena ilha no centro do lago, local onde gansos que habitam o parque passam a noite. “É uma forma de forçar os gansos e encontrarem outro local para dormir.  A ilha é onde elas defecam, e quando chove as fezes caem na represa, o que gera competitividade de oxigênio com os peixes”, completa Vila.