Região

Safra do café recua 21% em Ivaiporã

Da Redação ·
​A colheita do café está na reta final. Foto: Ivan Maldonado
​A colheita do café está na reta final. Foto: Ivan Maldonado

A colheita do café está na reta final. Na região de Ivaiporã, conforme informações do Deral, a colheita atingiu 80% da área de 3,3 mil hectares. Da área colhida, 30% já se encontra em fase de abotoamento em início de floração. Nos últimos meses, por contas dos efeitos do clima, o Deral baixou a estimativa de colheita do grão, cuja previsão anterior era de 5,1 mil toneladas, 21,56% abaixo da previsão para esta reta final que deve fechar a safra com 4 mil toneladas. Já na região de Apucarana, o cenário é inverso, e a estimativa é que a safra deste ano cresça entre 10% a 15% em relação ao ano passado.

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Conforme o engenheiro agrônomo do Deral de Ivaiporã, Sérgio Carlos Empinotti a safra 2017 de café é de bienalidade negativa na maioria das regiões do cinturão produtivo, quando a colheita já é habitualmente menor. A cultura do café é anual e alterna as chamadas safras cheias, de maior produção, com a negativa, quando a produção Na região de Ivaiporã, de acordo com Empinotti, a média de produção é de 1,5 mil quilos por hectare, que corresponde da 25 sacas de 60 quilos. Porém, a média nesta colheita tem sido de 17 sacas por hectare. 

“Aqui na nossa região teve um pequena influência da geada do ano passado. Porém, quem caprichou no manejo, com esqueletamento [poda lateral do cafeeiro], no tratamento contra pragas e doenças está colhendo bem melhor. Não é à toa, que temos produtores com boa orientação técnica colhendo 50, 60 sacas”, argumenta Empinotti. Na região de Apucarana, segundo o agrônomo do Deral, Paulo Franzini, a área de plantio é de 3 mil hectares, e é estimada uma produção típica de safra cheia. 

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“Esperamos uma produção entre 1,5 mil a 1,7 mil quilos por hectare, uma produção 10% a 15% maior que no ano passado”, comenta. Segundo Franzini, o clima foi excepcionalmente bom na região com chuvas e estiagem na hora certa. Agora, entretanto, na finalização da safra, o clima traz mais preocupação e quem ainda não colheu - a estimativa é de 85% da colheita finalizada - pode sofrer prejuízos.

Preço
De acordo Ildo César Storer, empresário do setor, mesmo com a safra sendo finalizada, em Ivaiporã, o comércio do café está em ritmo lento nos últimos dias, já que havia uma perspectiva entre os produtores de um aumento. “Hoje o café que estamos comercializando aqui na região estamos comprando em Minas Gerais. O pessoal estava acreditando num preço melhor”, relata Storer. 

O preço pago ao produtor pelo quilo de do grão beneficiado gira em torno de R$ 7. Ainda segundo Storer, no mês de julho houve uma movimentação no mercado, com aumento na bolsa de Nova York. “Só que agora caiu mil pontos. O mercado esfriou em função de uma alta florada nos cafezais de Minas, e a previsão de café para 2018 é bastante, e é isso que vem determinando o mercado”, esclarece. 

Storer acredita que, uma vez que o mercado tem expectativa de uma produção mais alta para o próximo ano, a tendência é que os preços continuem nos mesmos patamares que o mercado atual. “A não ser que aconteça um fato novo, a tendência é do preço do café se manter estável”, comenta.