Região

Epidemiologia de Apucarana emite alerta sobre os riscos do sarampo

Da Redação ·
Enfermeira Gelcy Marchini ministra palestra sobre os riscos do sarampo
fonte: Divulgação
Enfermeira Gelcy Marchini ministra palestra sobre os riscos do sarampo

Profissionais dos centros municipais de educação infantil (CMEIS) receberam nesta sexta-feira (27/08), do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Autarquia de Saúde de Apucarana, recomendações de alerta quanto ao possível aparecimento de casos de sarampo. Apesar de ser uma doença em erradicação no Brasil, novos casos surgiram nos estados do Pará e Rio Grande do Sul, sendo os pacientes infectados fora do país ou contaminados por visitantes estrangeiros.

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“O Paraná é um estado que faz fronteira com a Argentina, país onde possivelmente os dois adolescentes de Porto Alegre adquiriram o sarampo. Por isso a Secretaria de Estado da Saúde recomendou que todos os municípios fiquem vigilantes e adotem condutas, ações para impedir que a doença chegue e se propague”, disse a enfermeira Gelcy Marchini, coordendora municipal.

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Ela informa que todos os enfermeiros do Estratégia Saúde da Família (ESF) de Apucarana já foram capacitados para que o possível surgimento de algum caso seja já identificado no atendimento nas unidades básicas de saúde. “Emitimos ofícios neste sentido também para os médicos da rede pública e particular, para que alertem à Vigilância Epidemiológica a ocorrência de qualquer suspeita de sarampo”, disse Marchini. De acordo com ela, o estado de atenção vai incluir busca ativa de crianças que possam estar sem a vacina. “Vamos identificar as crianças faltosas e vaciná-las”, garantiu. Os novos casos que surgiram foram em pessoas que não foram vacinadas contra a doença.

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Os 20 centros municipais de educação infantil da Prefeitura de Apucarana são responsáveis pelo atendimento direto de 2,4 mil crianças com idades entre seis meses e cinco anos. Mais importante ressaltar que o sarampo não é uma doença só de crianças e que, muitas vezes, os sintomas são mais acentuados em pessoas adultas. “A mesma recomendação aos CMEIS são válidas para a rede de ensino em geral. Com prevenção, impediremos que haja a introdução desta doença no município”, concluiu a enfermeira coordenadora da Vigilância Epidemiológica.

Vacinação

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Em 2008, 67,9 milhões de crianças, jovens e adultos foram vacinados contra a doença durante a Mobilização Nacional para a Eliminação da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). A vacina utilizada protege contra o sarampo.

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Sarampo

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O sarampo é uma doença infecto-contagiosa provocada pelo Morbili vírus e transmitida por secreções das vias respiratórias como gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse. O período de incubação, ou seja, o tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas, é de cerca de 12 dias e a transmissão pode ocorrer antes do aparecimento dos sintomas e estender-se até o quarto dia depois que surgiram placas avermelhadas na pele. O sarampo é uma doença potencialmente grave. Em gestantes, pode provocar aborto ou parto prematuro.

Sintomas

Além das manchas avermelhadas na pele (exantema maculopapular eritematoso), que começam no rosto e progridem em direção aos pés, podemos citar os seguintes sintomas: febre, tosse, mal-estar, conjuntivite, coriza, perda do apetite e manchas brancas na parte interna das bochechas (exantema de Koplik).

Otite, pneumonia, encefalite são complicações graves do sarampo. Qualquer suspeita da doença deve ser encaminhada à unidade básica de saúde mais próxima.