Região

Sem-terra baleados invadiram prefeitura de Alvorada do Sul

Da Redação ·
Durante a negociação para desocupação do prédio, houve uma briga generalizada
fonte: Eliandro Piva
Durante a negociação para desocupação do prédio, houve uma briga generalizada

Oo sem-terra ferido em conflito com a polícia faziam parte de um grupo de trabalhadoresrurais que invadiu o prédio da prefeitura de Alvorada do Sul, a região Norte do Paranáo Paraná, nesta quinta-feira (26). Os manifestantes permaneceram no local por cerca de duas horas.

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Segundo a Polícia Militar, eles protestaram após o cumprimento de mandados de reintegração de posse em duas fazendas da região que estavam ocupadas. Além da prefeitura, parte dos trabalhadores invadiu a igreja da cidade, porém o padre conseguiu convencê-los a deixar o templo.

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Ainda segundo a Polícia Militar, quando os manifestantes deixaram o prédio da prefeitura, policiais civis prenderam um dos chefes do grupo, que tinha um mandado de prisão em aberto.

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Os sem-terra protestavam pelas reintegrações cumpridas na manhã desta quinta-feira (26), em três fazendas da região (Santa Lina, Canaã e Palheta). Todas são da Usina Central do Paraná, do Grupo Atala. O grupo invadiu a prefeitura de Alvorada do Sul.


Durante a negociação para desocupação do prédio, houve uma briga generalizada. Os sem-terra usaram foices, pedras e cabos de madeira. A polícia reagiu com tiros de borracha e cães de guarda. Pelo menos dez pessoas ficaram feridas.


"Houve um pequeno entrevero. Eles invadiram a prefeitura e foi solicitada a presença da Polícia. Viemos com três ou quatro viaturas. Na conversa com uma líder do movimento, eles partiram pra cima da polícia com foice, pedra, tijolo e pedaços de pau", explicou o tenente-coronel Luiz Carlos Deliberador.

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No confronto, três soldados ficaram feridos e quatro viaturas apedrejadas. Integrantes do movimento também tiveram ferimentos. "Tiro de borracha, tiro de verdade, cachorro mordendo. Eles vieram com tudo. Sete pessoas do nosso movimento ficaram feridas com tiros no tornozelo e na mão", disse um integrante da Contag, que preferiu não ser identificado.

Assustados, os comerciantes da cidade chegaram a fechar os estabelecimentos. A segurança na cidade foi reforçada.