Região

Paraná é o segundo em grampos telefônicos

Da Redação ·

O Estado do Paraná é o segundo em monitoramento de linhas telefônicas para investigações. A constatação é do Sistema Nacional de Controle das Interceptações Telefônicas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
 

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Os números do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) e do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (no qual o Paraná está incluído) indicam 12.133 telefones monitorados no Estado em 2010, dos quais 7.749 se referem à Justiça Estadual e 4.384, à Justiça Federal.
 

O Estado de São Paulo é o primeiro em escutas, segundo o relatório, com 9.202 telefones interceptados no âmbito da Justiça Estadual e outros 4.256 em âmbito federal. São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul representam 40% de todas as interceptações dos Tribunais de Justiça desses estados.
 

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Atualmente, em todo o País, cerca de 16 mil linhas telefônicas estão sendo monitoradas pela Justiça, sendo que houve um crescimento de janeiro (quando eram 11.946 escutas) a maio (18.271 escutas).
 

Para o CNJ, uma das explicações para o Paraná possuir um grande número de escutas se deve, em parte, à fronteira com outros países, o que aumenta a criminalidade. Em relação a São Paulo, o conselho aponta a existência dos grandes aeroportos internacionais, que levam ao incremento do tráfico de drogas.
 

O corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, disse ontem, em uma entrevista coletiva, que a quantidade de escutas muda gradativamente conforme o número de pedidos dos juízes.
 

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"O aumento é sazonal. Se há mais inquéritos e investigações que demandam isso, há o aumento", comentou. Uma maior especialização na área penal e investigativa também pode ter causado o aumento de janeiro a maio, segundo o ministro.
 

Para Dipp, os juízes estão mais comedidos em conceder essas autorizações. Para o ministro, os números contrariam o que a CPI dos Grampos teria levantado. "Dos 300 mil telefones interceptados levantados pela CPI, chegamos aos cerca de 16 mil. Houve uma incompreensão dos dados e falta de critérios para computar as interceptações", comentou o ministro.