Região

Representantes da Unespar e Uel discutem sobre rumos da greve nesta sexta

Da Redação ·
Campus da Unespar em Apucarana - Foto: Sérgio Rodrigo
Campus da Unespar em Apucarana - Foto: Sérgio Rodrigo

Integrantes do comando de greve do campus de Apucarana da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), e também da Universidade Estadual de Londrina (Uel) reúnem-se nesta sexta-feira (28) com o Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região (Sindiprol/Aduel) para discutir sobre os rumos da paralisação. O encontro deve definir a data de uma nova assembleia para decidir se encerram ou não a greve, iniciada na semana passada. Nesta semana, o Governo do Estado informou que reabriu negociações com os servidores.

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De acordo com o professor Sérgio Dantas, da Unespar, na quinta-feira (27), ocorreu um debate no campus de Apucarana sobre o Projeto Escola Sem Partido e sobre a Medida Provisória 746, que altera as regras curriculares e funcionais do ensino médio.

“Não realizamos assembleia como foi divulgado. Foi um debate. Hoje, dessa reunião sai a convocação da assembleia”, esclarece.

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Segundo o professor, as atividades na universidade permanecem paralisadas por tempo indeterminado. Dantas frisa que a pauta da categoria é que o Governo do Estado cumpra o acordo proposto aos servidores, de reposição salarial. Os docentes exigem pagamento da reposição da inflação de 2016 acrescido de 1%.  

“O governador está descumprindo um acordo. O recurso existe está no site do governo. O Paraná é o Estado que mais arrecadou na Federação. O Estado está com contas em dia, no entanto, o governo não quer destinar dinheiro dos impostos para educação, quer destinar para outras coisas. É lamentável”, desabafa.

Dantas comenta ainda sobre o corte orçamentário no campus da Unespar em Apucarana. Segundo ele a falta de repasse reflete no sucateamento da universidade, comprometendo o 'tripé' que sustenta a instituição, formado por atividades de ensino, pesquisa e extensão.

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“Quando enxuga recurso não tem dinheiro para formar o estudante, realizar pesquisas, projetos que atendem a comunidade, manutenção de veículos dentre outras coisas. A universidade fica comprometida. Isso atinge a manutenção predial e organizacional, com lâmpadas queimadas, carteiras danificadas, além de uma série de coisas”, relata.

Negociações
Conforme divulgado pela assessoria de imprensa da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), o Governo do Estado se colocou a disposição para o diálogo com servidores e reabriu as negociações sobre questões salariais do funcionalismo e o encerramento das greves. O acordo foi fechado durante reunião do chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, com dirigentes sindicais de várias categorias do serviço público. 

“Houve consenso. Estamos estabelecendo um novo calendário de negociações e esperamos que as greves sejam encerradas o mais breve possível”, disse Rossoni.

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Após a reunião, o chefe da Casa Civil divulgou nota. Leia o texto na íntegra:

“O Governo do Paraná reafirma a disposição de discutir com os sindicatos dos servidores do Estado do Paraná a data-base e a implantação das promoções e progressões tendo como parâmetro R$ 1.400.000,00, previstos na PLOA de 2017, dentro de um cronograma de negociação para a discussão de alternativas, antes da votação na Assembleia Legislativa. O reajuste do auxílio-transporte e a equiparação do salário dos funcionários ao piso regional também serão incluídos na pauta de discussão”.