Região

Fecea quer coibir a venda de bebidas alcoólicas próximo ao campus

Da Redação ·

A Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana (Fecea) pediu providências na  semana passada ao Ministério Público (MP) para combater o consumo de bebidas alcoólicas nas proximidades do campus.

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O problema, que afeta todas as instituições de ensino superior da cidade, foi levantado em julho do ano passado, quando uma série de reuniões com vereadores e representantes da prefeitura foi realizada para discutir um projeto de lei que coibisse o funcionamento de bares a menos de 300 metros das faculdades em Apucarana. A minuta do projeto de lei foi redigida encaminhada à Câmara. Mais de um ano depois, a proposta segue engavetada no Legislativo, enquanto os problemas referentes ao consumo de bebidas continuam afetando o processo de ensino-aprendizagem das instituições.

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O diretor da Fecea, o professor Rogério Ribeiro, conversou com o promotor Eduardo Cabrini sobre o assunto, que se comprometeu em dar encaminhamento ao caso no Ministério Público. O principal problema na Fecea é a presença de um bar que funciona ao lado do estacionamento da faculdade, a menos de 100 metros das salas de aula. O estabelecimento conseguiu o alvará como restaurante. “Esse barzinho não está atuando como restaurante, servindo refeições aos nossos alunos. Pelo contrário, seu único fim é vender bebidas alcoólicas”, afirma Rogério Ribeiro.

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Segundo ele, os casos de alunos que chegam alcoolizados na faculdade é frequente. Alguns, inclusive, chegam ao ponto de entrarem com latas de cerveja dentro da sala de aula, mantendo comportamentos agressivos com os colegas e também com os professores. “O problema é gravíssimo. Além do consumo de bebidas, esse barzinho atrai para a faculdade pessoas que não tem nenhuma relação com o ambiente acadêmico, provocando inúmeros transtornos. Alguns clientes desse bar ocupam as vagas do estacionamento, reservadas aos alunos, ligam o som a todo volume durante as aulas, prejudicando o trabalho dos professores, e também provocam riscos à segurança de todos. Registramos recentemente o caso de clientes do bar que deram ‘cavalinhos de pau’ com seus carros em pleno campus. Portanto, há também problemas de segurança que precisam ser levados em conta”, assinala o diretor da Fecea.

Ele lembra que entre junho e julho do ano passado o tema foi muito debatido, com a presença de vereadores e representantes da prefeitura. No entanto, nada foi feito até agora. As reuniões contaram com a presença de diretores da Faculdade de Apucarana (FAP), Faculdade Cidade Educação (Faced), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Faculdade do Norte Novo de Apucarana (Facnopar). Todos preocupados com o problema.

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Assim como a Fecea, a FAP também sofre com a presença de um bar em frente à faculdade. “Na época, saímos animados das reuniões. Os vereadores prometeram, de forma unânime, aprovar o projeto de lei que coibiria a presença dos bares a menos de 300 metros das faculdades. Mais de um ano depois, no entanto, a sensação que temos é que nada foi discutido e que o problema não foi apresentado, o que é um absurdo”, afirma Rogério Ribeiro, que também pediu maior fiscalização por parte da prefeitura.

O diretor afirma que a faculdade está fazendo a sua parte, organizando palestras e ciclos de debates sobre o problema do alcoolismo, com o objetivo de conscientizar os estudantes sobre os danos para saúde e também à segurança pública, no que diz respeito aos riscos de acidentes. No entanto, observa que a instituição não pode fazer nada no aspecto legal, o que caberia à Câmara de Vereadores. “O caso da venda de bebidas alcoólicas está prejudicando o bom andamento da educação na Fecea, porque causa evasão escolar, pode criar episódios de violência contra as pessoas e contra o patrimônio público, perturba a ordem e a paz e atrapalha as aulas por causa do barulho de som alto”, resume Rogério Ribeiro.