Região

Hacker ‘sequestra’ dados e prefeitura paga R$ 8 mil para destravar sistema

Da Redação ·
Prefeitura de Rio Branco do Ivaí depositou dinheiro na conta. Foto: Blog do Berimbau
Prefeitura de Rio Branco do Ivaí depositou dinheiro na conta. Foto: Blog do Berimbau

A Prefeitura de Rio Branco do Ivaí, no norte do Paraná, registrou denúncia na Polícia Civil após constatar que o sistema foi invadido por hackers. Todos os registros do município estão inacessíveis desde quarta-feira (10/08). Um valor já foi depositado para a liberação do acesso, no entanto, o criminoso está exigindo mais dinheiro. 

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De acordo com a polícia, o sistema foi criptografado e uma mensagem em inglês pede o pagamento de R$ 8 mil para revelar a senha de desbloqueio.  O valor chegou a ser depositado, no entanto, o sistema foi bloqueado novamente, comunicou um servidor.  A invasão impede qualquer tipo de movimentação financeira o que atrapalha o pagamento de fornecedores além da administração dos serviços públicos.  

GRANDES RIOS 
Em julho deste ano, fato semelhante aconteceu no site da Prefeitura de Grandes Rios, (34 quilômetros de Rio Branco do Ivaí). O sistema começou a dar sinais de instalabilidade em 07/07 e no outro dia, quando os servidores chegaram para trabalhar, já não tinham mais acesso.

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Os bandidos pediram R$ 9 mil para liberar os dados através de e-mail, com endereço de uma conta na Índia.  O prefeito comunicou a Polícia Civil e o Ministério Público, e não houve pagamento.  

O QUE FAZ UM HACKER
O termo “hacker” tende a variar, dependendo do utilizador e do contexto. A palavra pode ser um elogio ou insulto, uma profissão ou um crime. A definição mais usada e conhecida é a de que é um criminoso que usa suas habilidades para violar sistemas de segurança, roubar senhas, contas bancárias e criação e disseminação de vírus.  

Mas existe um grupo, conhecido como a “cultura hacker”, que não gosta dessa definição. Quem adota a cultura chama os criminosos de "cracker". E os hackers verdadeiros nada teriam a ver com eles. O grupo se define como programadores extraordinários, antiautoritários e que, por isso, contribuem ou trabalham com software livre e de código aberto.