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Bonés de Apucarana entram hoje na novela Ti-Ti-Ti

Da Redação ·
 A personagem Mabi com boné confeccionado em Apucarana
fonte: Divulgação
A personagem Mabi com boné confeccionado em Apucarana

Os bonés produzidos em Apucarana abastecem 50% do mercado nacional. Cerca de 60% desta produção é destinada ao segmento promocional. Os outros 40% correspondem aos bonés de grife, magazine e marca própria.


O Arranjo produtivo de Bonés (APL) e Associação Nacional das Indústrias de Bonés, Camisetas, Brindes e Similares (ANIBB) querem mudar essa história e consolidar a peça como um acessório de moda. Para isso estão investindo em merchandising na novela das sete da Rede Globo.


Coordenador do Grupo Mercado do APL Bonés, o empresário Rodrigo Begalli explica que foi criado um comitê interno para divulgar o boné pelo país inteiro. “E a novela Ti-Ti-Ti veio em uma boa hora porque trabalha com moda, mas foi preciso criar vários parâmetros, normas, pra que tivesse o sucesso que já está acontecendo nesse início de novela”, avalia. Todos os bonés usados pelos personagens não tem nenhuma marca específica.
 

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Nesta terça-feira, a personagem Maria Beatriz Spina, a Mabi, vivida pela atriz Clara Tiezzi, aparecerá customizando um boné. A peça foi confeccionada em Apucarana e enviada para a produção da novela.


Mabi vai usar no decorrer dos capítulos boinas em tafetá, cetim, lantejoula, napa e sarja. As cores que vão predominar são o preto e o rosa, sempre com algum detalhe como laços, para dar um toque feminino.


As empresas que participam do projeto de divulgação já enviaram mais de 500 peças para serem usadas pelos personagens.
 

No início do mês, o ator Murilo Benício que interpreta o estilista Ariclenes fez fotos vestido de Victor Valentim, usando um boné. O fotografo da ocasião, o ator Rodrigo Lopes, o Chico de Ti-Ti-Ti também usava o acessório.


O investimento inicial foi de R$ 500 mil. A expectativa com o retorno é grande. “Esperamos que o boné efetivamente seja um produto de referência de moda”, aguarda. De acordo com ele, é difícil porque o boné é visto como brinde no mercado promocional. “Vejo que cada vez mais o boné está na cabeça das pessoas como acessório fashion, para divulgar marca e dá um toque despojado”, avalia.

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A cadeia produtiva de bonés gera em torno de 30 mil empregos. A relevância econômica do setor para o município rendeu o título oficial em julho de Capital do boné. Para o final deste mês, o setor está preparando a 3ª ExpoBoné, maior feira do segmento da América Latina.