Região

Com 367 votos a favor, Câmara aprova impeachment de Dilma Roussef

Da Redação ·
 Rodrigo Maia e Rogério Rosso irão ao 2º turno pela presidência da Câmara IMAGEM ILUSTRATIVA ARQUIVO - Foto: Antonio Augusto/ Câmara dos Deputados
Rodrigo Maia e Rogério Rosso irão ao 2º turno pela presidência da Câmara IMAGEM ILUSTRATIVA ARQUIVO - Foto: Antonio Augusto/ Câmara dos Deputados

 FOLHAPRESS BRASÍLI - A A Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem (18) a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). O placar final foi de 367 votos a favor, 137 contra e 7 abstenções. O 342º voto em favor do impedimento, atingindo a barreira de 2/3 da Casa necessários para a aprovação, foi dado pelo deputado Bruno Araújo (PSDB-PE). Os debates na Câmara haviam começado às 8h55 de sexta.

A presidente, atingida pela queda de popularidade em razão da crise econômica e das investigações da Lava Jato, ainda não será afastada do cargo, no entanto. Para que isso ocorra, a decisão dos deputados tem de ser referendada pelo Senado por maioria simples, o que deve ocorrer no início de maio.  Com isso, Dilma se une a Fernando Collor (PTC) no rol de mandatários que tiveram o impeachment aberto pela Casa após a redemocratização do Brasil - o hoje senador alagoano acabou renunciando antes do julgamento que lhe cassou direitos políticos.

Em 1999, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) escapou da abertura após vencer recurso em plenário contra o arquivamento de pedido do PT. A partir da publicação do resultado, o Senado terá dois dias para receber a comunicação da abertura e formar uma comissão especial para analisar a admissibilidade do caso. Hoje a tendência é de que os senadores também aprovem a abertura do processo - o placar da Folha de S.Paulo aponta ao menos 47 votos favoráveis, de 41 necessários.

Se isso ocorrer, Dilma será afastada por até 180 dias e julgada pelo plenário da Casa, em rito comandado pelo ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal. Assumirá então a Presidência, durante o julgamento, o vice Michel Temer (PMDB).

TEMER
Rompido publicamente com Dilma desde dezembro e acusado pela ex-companheira de chapa de ser golpista e conspirador, Temer passou as últimas semanas angariando apoio para o impedimento e articulando a viabilidade política de seu governo. Já Dilma e seu mentor político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, passaram os últimos dias em um verdadeiro cabo de guerra para tentar esvaziar a vantagem do voto pró-impeachment.

continua após publicidade