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Motos estão envolvidas em 42% dos acidentes em Arapongas

Da Redação ·
 Arapongas tem mais de 20 mil motos e motonetas no trânsito | Foto: Sérgio Rodrigo
Arapongas tem mais de 20 mil motos e motonetas no trânsito | Foto: Sérgio Rodrigo

Quase a metade dos acidentes de trânsito ocorridos no ano passado em Arapongas envolveram motos. Balanço da Secretaria de segurança Pública e Trânsito (Sestran) revela que em 2015 foram registrados 969 acidentes, dentre os quais, 411 (42,4%) envolveram motociclistas. Na noite de anteontem, mais um motoqueiro morreu em colisão na PR-218.O veículo também é responsável pelo maior número de mortes no perímetro urbano do município.

O levantamento mostra que de 11 acidentes com óbito ocorridos em todo o ano passado, 5 foram com motos. A bicicleta, outro veículo de duas rodas, também aparece em outros 4 casos. Em 2014 foram 380 acidentes com motos, um aumento de 8,15% no comparativo com 2015. De modo geral o número de acidentes caiu de 1.038 para 969 (-6,6%), e as mortes aumentaram de 9 para 11 (22%).A Tribuna não teve acesso ao relatório dos primeiros meses deste ano, no entanto, em fevereiro um jovem de 19 anos morreu após colidir sua moto com uma carreta. O acidente ocorreu na Rua Perdizes, no centro de Arapongas. 

ESTUDO - A Sestran informou que está desenvolvendo um estudo aprofundado para detalhar as circunstâncias em que os acidentes ocorreram de modo a encontrar soluções para reduzir o índice de ocorrências. "A gente está tentando identificar melhor, de acordo com as características do município, o que leva a ocorrer esses acidentes, até para ver se há necessidade de interferir na sinalização das vias", informa o diretor de trânsito, José da Paz Neto. 

Ele considera temeroso relacionar o aumento dos índices com o crescimento da frota. No entanto, concorda que o município concentra grande número de usuários. De acordo com o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) a frota de veículos passou de 74.308 para 76.520 (3%) no ano passado. Dados de dezembro do ano passado apontam que o município havia atingido a marca de 20.644 motos e motonetas, 418 a mais do que no ano anterior. O número representa 27% da frota total. 

“Estamos buscando respostas para ter mais subsídios. É preciso avaliar se o que está sendo investido está resolvendo. A prefeitura busca fazer sempre o melhor, seja na educação, engenharia e fiscalização. Mas de nada adianta a via estar devidamente sinalizada se o condutor é imprudente, assim todo o trabalho vai por água a baixo”, assinala.

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