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Apucarana vai ganhar a Casa do Albergado no Cristma

Da Redação ·
 Equipe do Cristma de Apucarana: 16 anos ajudando a salvar pessoas do vício
fonte: Divulgação
Equipe do Cristma de Apucarana: 16 anos ajudando a salvar pessoas do vício

O juiz titular da Vara Criminal da Comarca de Apucarana, Katsujo Nakadomari, se reuniu hoje (2) com o presidente do Movimento Cristo Te Ama, Sérgio Luiz Bolonheze, para acertar detalhes sobre a construção da Casa do Albergado.

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O prédio será construído na chácara do Cristma, à margem do Contorno Norte de Apucarana, e terá capacidade para abrigar 40 detentos com direito a cumprir pena no regime semi-aberto.

"É uma constatação o fato de que grande parte dos cerca de 200 presos atualmente em Apucarana têm algum tipo de envolvimento com droga e no Cristma, além de terminar de cumprir a pena, o detento vai poder se curar da dependência química, que tantas pessoas arrasta para a criminalidade", afirmou o juiz Kasujo Nakadomari.

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O magistrado acrescentou que o projeto é inédito no Estado e vai ter custo aproximado de R$ 200 mil. "Esse montante nos conseguiremos arrecadar junto à comunidade e entidades, como a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia), que muito tem auxiliado o Judiciário e órgãos da área de segurança", explicou Nakadomari.

O coordenador do Cristma, Sérgio Luiz Bolonheze, foi totalmente favorável ao projeto. "Com muita fé em Jesus Cristo, o Cristma já ajudou milhares de pessoas a se livrarem do vício das drogas e agora temos mais essa oportunidade de continuar auxiliando nossos irmãos, que por motivos que agora não vêm ao caso, entraram em algum descaminho da vida", ressaltou Sérgio.

O delegado-chefe da 17ªSubdivisão Policial (SDP), Gabriel MarcelloBotelho Junqueira Filho, prevê que a construção da Casa do Albergado em Apucarana vai facilitar a ressocialização dos egressos do minipresídio dependentes de entorpecentes.

"A distância da família é um dos fatores que fragiliza a parte psicológica dos detentos daqui que vão terminar de cumprir a pena na Colônia de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, pois essa condição os deixa mais propensos à reincidência, dificultando a ressocialização, principalmente daqueles que têm algum tipo de envolvimento com tóxico", detalha Junqueira.