Região

Agricultura sustentável para a região do Vale do Ivaí é uma aposta de curso do IFPR

Da Redação ·
 Horta em mandala é um dos projetos em andamento na instituição | Foto: Ivan Maldonado
Horta em mandala é um dos projetos em andamento na instituição | Foto: Ivan Maldonado

Educação ambiental não se restringe somente à preservação da natureza, mas também às relações produtivas. Seguindo essa visão, alunos do curso técnico de agroecologia do campus de Ivaiporã do Instituto Federal do Paraná (IFPR) aprendem a desenvolver uma agricultura sustentável conciliando crescimento e preservação da natureza. O curso é uma aposta para o Vale do Ivaí. 

A professora Ellen Rúbia Diniz, coordenadora do curso explica que o aprendizado que tem duração de dois anos é dentro do sistema de produção agrícola com uma visão sistêmica onde o foco não é só o produto agrícola. “Leva em consideração também a questão da família, do meio ambiente, a valorização dos recursos naturais e da terra. Eles também apreendem o sistema de comercialização, a organização da produção e dos agricultores, que hoje sem o cooperativismo a gente sabe que não funciona muito bem”, comenta Ellen. 

Na região, a maioria dos estudantes são filhos de agricultores familiares e a proposta é que após a formação continuem na terra trabalhando com a agricultura. “Com condições de melhorarem o sistema de produção na agricultura familiar. Hoje nós temos vários técnicos formados aqui que trabalham também dando assistência técnica em cooperativas e associações, que é um potencial mercado de trabalho que nos últimos anos vem abrindo as portas para os técnicos em agroecologia”, assinala Ellen. 

O campus do IFPR de Ivaiporã possui o Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica do Território Vale do Ivaí, que tem vários estudantes bolsistas que trabalham junto com os professores no desenvolvimento de várias ações, tais como, homeopatia, sementes crioulas, bem estar animal, manejo de solo, hortas comunitárias, dentre outros.  Wesley Rojo é formado no campus de Ivaiporã e atualmente ele recebe bolsa para desenvolver trabalho no projeto na Horta Mandala e na área de sementes crioulas. Para Rojo, o curso de agroecologia agregou a vontade de fazer a diferença em favor da natureza.

“Plantar no método tradicional que só prejudicando o meio ambiente e degradando a natureza é fácil. Agora fazer de um jeito diferente e obtendo ótimos resultados como a gente está fazendo, esse é o desafio e o ponto chave da agroecologia”, pondera Rojo.  Os alunos também desenvolvem trabalho para resgatar sementes crioulas da região.

“É uma semente sem marca, que foi selecionada pelo agricultor ao longo do tempo. É uma semente mais local que tem a identidade do agricultor. Hoje a gente já tem um banco de sementes de feijão, milho, de espécies de hortaliças que não são vistas com frequência. Eu mesmo antes de entrar no IFPR não sabia da existência dessas sementes. O objetivo é multiplicar e distribuir essas sementes para outros agricultores multiplicarem”, relata o estudante Everton Silva.

O estudante Henrique Aristides Beltrame Ribeiro diz que o curso de agroecologia abriu novos horizontes. “Hoje percebo que tenho muito mais possibilidade de sobreviver bem na agricultura”, completa Beltrame.

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