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Mãe reencontra filha adotada por holandeses depois de 18 anos

Da Redação ·
O radialista Juliano Barbosa foi quem descobriu a mãe em Jardim Alegre (Foto: Ivan Maldonado)
O radialista Juliano Barbosa foi quem descobriu a mãe em Jardim Alegre (Foto: Ivan Maldonado)

Separadas por milhares de quilômetros, Célia Ribeiro dos Santos, 37 anos e a filha dela Vanessa Ribeiro dos Santos Ourhris puderam se encontrar mesmo que vitualmente pela primeira vez depois de 18 anos. Vanessa foi adotada com menos de um mês de idade por um casal holandês. A nova história das duas só foi possível por conta da ONG Pessoas Desaparecidas Brasil/Holanda e da Radio Comunitária Cidade FM de Jardim Alegre que localizou Célia morando em Jardim Alegre.

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O radialista Juliano Barbosa diz que ficou sabendo que Vanessa estava procurando a mãe através de uma ouvinte com o mesmo sobrenome Ribeiro Santos que havia recebido um telefonema da ONG. “Dois dias depois que comecei a anunciar apareceu a Célia aqui no estúdio. Ela estava eufórica e muito emocionada com a notícia confirmou que era a mãe de Vanessa”, relata Barbosa.

O radialista conta que na mesma hora, entrou em contato com a ONG via internet e pouco tempo depois, mãe e filha trocaram os primeiros olhares e as primeiras palavras. “A Vanessa não fala português e uma interprete da ONG fez a tradução. Foi muito emocionante, as duas estavas muito felizes e apesar da separação parecia que nunca haviam se separado. As duas não queriam parar de conversar e deram bastante trabalho para a interprete ”, comenta Barbosa.

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Célia diz que foi o dia mais emocionante e feliz da vida dela. “Eu não sabia se ria ou se chorava. Ela está muito linda e também fiquei sabendo que se casou com um marroquino e vou ser avó. Com certeza foi um dia de notícias boas. O meu sonho é poder tocar ela, pena que estão tão longe”. Após esse primeiro encontro, as duas continuam tendo contato, através da internet. Célia tem outras duas filhas, uma de 16 anos e outra de 17 anos. “Nossa elas ficaram na maior alegria com a notícia. E todos os dias estão se conversando pela internet”, relata Célia.

O marido de Célia, o vigilante Jonatas Caetano, diz que também ficou muito contente, pois, a notícia deu nova vida para Célia. “A Célia sofria muito porque não sabia nada da Vanessa. Depois que descobriu a filha ela se transformou e é outra pessoa”, comenta Caetano.

A separação

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Célia conta que Vanessa é a primeira filha e nasceu em Ivaiporã. Ela relata, que na época, o marido a abandonou deixando a sozinha com a criança.

Desempregada e analfabeta Célia não tinha condições de manter a menina que acabou sendo adotada.  “Eu não tinha nada para cuidar dela, nem fubá. Aí o pessoal do Conselho Tutelar levou a Vanessa e eu nunca mais a vi. Nunca imaginei que ela não estava no Brasil” diz Célia emocionada.

Apesar da vontade de se conhecerem pessoalmente, mãe e filha não tem data para o reencontro. “Por enquanto nem eu nem a Vanessa temos condições para isso. Ela também está gravida e é muito difícil. Mas, só o fato de saber que ela está bem me deixa aliviada e feliz”, completa Célia.