Região

Excesso de chuva prejudica produção de hortaliças

Da Redação ·
Em determinadas culturas, a perda até agora é de 30 a 40% (Foto: Ivan Maldonado)
Em determinadas culturas, a perda até agora é de 30 a 40% (Foto: Ivan Maldonado)

O excesso de chuva neste mês está causando prejuízos para os produtores de hortaliças na região de Ivaiporã. Com a oferta reduzida, a tendência é de aumento dos preços para os próximos dias. Até quarta-feira (15), segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral) havia chovido em Ivaiporã 368 mm, a media para o mês nos últimos 10 anos é de 121 mm. 

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Em determinadas culturas, a perda até agora é de 30 a 40%. É o caso, por exemplo, da alface, brócolis, a couve, o repolho e a rúcula que são mais sensíveis a esta condição climática. Na propriedade de Ediones Vieira Zeferino, os prejuízos já começam a ser contabilizados. Segundo ele, a alface crespa não será mais colhida “A água estragou as folhas e o miolo começou a apodrecer”, comenta Zeferino.

O excesso de água compromete também as culturas nas estufas. É o caso do tomate, a colheita está atrasada nas propriedades onde havia previsão de colheita. “A falta de sol não deixa os frutos amadurecerem. A planta deixa de receber calor e trava o crescimento. A qualidade fica muito feia e o tamanho fica pequeno. Além disso, a umidade está propiciando o aparecimento de doenças e triplicando o nosso custo”, explica Zeferino. 

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Outra preocupação são as chuvas de granizo que tem sido constantes na região. “Nós aqui ainda não fomos afetados. Mas no final de semana teve um colega nosso na região de Arapuã, no Alto São Luiz que perdeu mais de 25 mil pés de moranguinho”, relata Zeferino.

Mais caro

De acordo com presidente do Mercado da Agricultura Familiar de Ivaiporã, Antônio Zeferino Sobrinho, o Charanga, por conta do excesso de chuvas, os preços no varejo começam a subir. Segundo eles, alguns produtos, como tomate, cebola, alface, pepino, morango e batata já tiveram alta nessa semana. A cebola, por exemplo, que vinha sendo comercializada à R$ 4,99 subiu para R$ 6,49, o morango de R$ 2,49 passou R$ 3,99. 

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No entanto, segundo Charanga, o reflexo pode ser maior nas próximas semanas. “Até agora ainda temos a produção antiga, algumas até com a qualidade um pouco inferior. Mas, dentro de uns 30 dias podemos não ter nada, pois os produtores não estão conseguindo sequer plantar”, relata Charanga.

Os consumidores também já começam a perceber a perda de qualidade dos produtos e o aumento de preço. Mesmo assim, a aposentada  Maria Olivia de Carvalho Moreira diz que não deixará de comprar os alimentos. “Esse ano tem as chuvas que comprometeram os preços, todo inverno é assim, em outros anos foram as geadas. Mas não deixo de comprar porque as verduras e legumes fazem bem para a saúde” completa Maria Olivia.