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Detido pelo Gaeco, prefeito de Bom Sucesso paga fiança e deixa cadeia 

Da Redação ·
Maurício Aparecido de Castro (PSB), conhecido como "Ná do Açougue", foi levado para a Delegacia de Jandaia do Sul   - Foto: Arquivo
Maurício Aparecido de Castro (PSB), conhecido como "Ná do Açougue", foi levado para a Delegacia de Jandaia do Sul - Foto: Arquivo
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O prefeito de Bom Sucesso, Maurício Aparecido de Castro (PSB), o Ná do Açougue, foi detido ontem pela manhã na zona rural do município por uma equipe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Núcleo Operacional de Maringá. A prisão ocorreu em decorrência de porte ilegal de arma de fogo quando o Gaeco cumpria mandado de busca e apreensão em sua propriedade e em outra vizinha pertencente a um secretário municipal. 

O mandado foi expedido pelo juiz de Direito Leandro Albuquerque Muchiutti, da Vara Cível da Comarca de Jandaia do Sul, atendendo a uma solicitação da Promotoria Pública local.A ação teve como objetivo apurar denúncias de uso indevido de equipamentos do Hospital Municipal e da prefeitura.Durante a operação, o prefeito Ná do Açougue foi preso em flagrante, por porte ilegal de arma de fogo (revólver calibre 38, sem registro e sem porte).

O flagrante foi lavrado na delegacia regional de Jandaia do Sul, onde o prefeito ficou detido.O mandado de busca e apreensão foi expedido com o propósito de permitir a apreensão de um gerador de energia, para posterior averiguação de sua origem. A suspeita é de que o aparelho seja o mesmo que estava instalado no Hospital Municipal e que, supostamente, teria sido retirado e levado para a propriedade do prefeito.Na propriedade vizinha, o mandado foi expedido para verificar se máquinas da prefeitura estavam sendo utilizadas para a prestação de serviços particulares ao secretário municipal, com autorização do prefeito.

O Gaeco constatou que havia no local três maquinários do Município, um deles realizando serviços de terraplenagem e curvas de nível, enquanto os outros dois recebiam manutenção mecânica.Na delegacia de Jandaia do Sul, o prefeito e testemunhas foram ouvidos durante toda a tarde em oitivas comandadas pelo delegado do Gaeco, Elmano Rodrigues. No final do dia o prefeito foi liberado após pagar fiança de R$ 2 mil. O advogado de defesa Thiago de Araújo Chamoleira negou qualquer irregularidade por parte do prefeito Ná do Açougue.

“Todas as denúncias contra ele são infundadas e sem cabimento”, disse, observando que em hipótese alguma o prefeito se apossou de gerador e também que não utilizou máquinas da Prefeitura em serviços de sua propriedade. Segundo ele, não foi encontrado o tal gerador e as máquinas estavam fazendo serviços em uma estrada que corta ambas as propriedades.Quanto ao revólver calibre 32, Chamoleira explicou que o prefeito carrega apenas para se proteger de possíveis ataques de animais na zona rural. 

"COMPARECIDO ESPONTANEAMENTE" - O advogado frisa ainda que Ná do Açougue não foi levado preso pelo Gaeco, mas comparecido espontaneamente à delegacia para prestar esclarecimentos.Vale lembrar que, recentemente, o prefeito Ná do Açougue também foi denunciado pela promotora Fernanda Lacerda Trevisan Silvério por suposto desvio de recursos da Prefeitura através de recebimento de diárias. Ao se defender da acusação, o prefeito acabou entrando em atrito com o Poder Judiciário.