Região

Moradores de Jandaia pedem trevo na BR-369

Da Redação ·
 Entrada do distrito, perto de uma curva, registra muito movimento e pouca segurança
fonte: André Veronez
Entrada do distrito, perto de uma curva, registra muito movimento e pouca segurança

O risco de acidentes na entrada distrito de São José, na BR-369, em Jandaia do Sul, está levando a comunidade a coletar assinaturas para um abaixo-assinado. O documento, que já tem mais de 800 nomes, pede providências ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), como a construção de um trevo e a implantação de redutores de velocidade no trecho. A rodovia que dá acesso à localidade, que tem cerca de dois mil moradores, já coleciona acidentes, entre eles um atropelamento fatal.

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Vivendo há 37 anos no distrito, a auxiliar de escritório Meire Terezinha Batista de Oliveira conta que atravessar a BR a pé ou mesmo de carro é uma tarefa cheia de dificuldades. “Falta visão naquele trecho. A situação acaba ficando crítica, principalmente em frente ao ponto de ônibus da rodovia”, comenta.


A professora Dejaira de Fátima Murbach também analisa que a entrada em São José é perigosa. “Queremos que alguém faça alguma coisa. Além de nenhum ônibus entrar no distrito e termos que ficar atravessando a pista, os carros na rodovia também não respeitam, correm demais”, salienta.

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Para o comerciante José Valdecir Boldrim, a falta de sinalização na BR-376 já é um problema antigo. “Como nunca tivemos resposta sobre a rodovia, estamos batalhando com o abaixo-assinado. Já perdemos amigos naquele acesso”, enfatiza.


O vereador de Jandaia do Sul Wesley Martins Lima (PMDB), que apóia a iniciativa dos moradores, reforça que melhorias na entrada do distrito trariam benefícios para a comunidade do distrito e de outros municípios.
“Entre as pessoas que estão nos auxiliando, estão moradores de Marumbi, Kaloré e outras cidades. Além disso, as pessoas que vivem em Jandaia e trabalham na Cooperval também passam pelo local diariamente, correndo riscos”.


Ele antecipa que o abaixo-assinado promovido pela comunidade deve ser entregue ao DER em agosto com mais de mil assinaturas. Caso não haja resposta do órgão, um manifesto será realizado no acesso ao distrito de São José. “O protesto será feito durante a Semana do Trânsito”, aponta.

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Procurada, a assessoria de imprensa do DER não se pronunciou sobre o caso.


Manifesto na saída para Mandaguari


No ano passado, registros de acidentes envolvendo o trevo entre Jandaia do Sul e Mandaguari, na BR-376, também renderam um manifesto por segurança. A ação, que aconteceu em outubro, mobilizou vereadores, clubes de serviço, populares e a Prefeitura de Jandaia do Sul.

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Com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), houve entrega de panfletos e orientações a motoristas. “Depois desta iniciativa conseguimos a instalação de um radar naquele ponto da rodovia, o que já tem nos ajudado muito. Agora, os veículos passam pelo local com a velocidade reduzida”, pontua o vereador Wesley Martins Lima. Pelo menos duas pessoas morreram no trecho da rodovia em 2009.


Distrito de Pirapó pede mais segurança para a Viapar

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Em Apucarana, uma comissão de moradores do distrito de Pirapó se reuniu recentemente com representantes da concessionária Viapar, na Câmara de Apucarana. A reunião foi intermediada pela vereadora Lucimar Scarpelini (PP). “Nós queremos que a Viapar tome alguma providência urgente, pois tem havido grande número de acidentes no trevo de acesso ao distrito, alguns deles fatais”, afirma Wilson Festi, um dos integrantes da comissão.


Entre os representantes do distrito estavam pessoas que perderam familiares e amigos devido a acidentes no local. Rosilene Fernandes e Joaquim Nascimento, por exemplo, perderam o filho Jeferson, de 18 anos. O acidente completou três anos em março.


José Sanches representou a patroa, que reside em São Paulo e envolveu-se em outro acidente no local e que resultou na morte de outra pessoa. “Em três anos, tivemos 12 acidentes envolvendo pessoas do Pirapó. Se somarmos os acidentes envolvendo pessoas de fora, aí o número sobe muito mais”, acrescenta Festi.


Segundo ele, a maior preocupação é com o ônibus circular, que transita lotado pelo trecho. “Se uma carreta um dia pegar um circular ali na rodovia, será uma tragédia sem tamanho”, adverte.


A Viapar esteve representada por Antônio Clarete, chefe de Obras, Jackson Seleme, gerente de Engenharia, e Egilson Mota, chefe de Manutenção. Eles explicaram que o correto é instalar um radar no local, pois já existe sinalização, mas muitos motoristas não obedecem. “Sonorização só faz barulho, quebra-mola vai causar acidente para quem vem atrás. O radar é um guarda que vai ficar ali, atuando 24 horas por dia”, argumentou Clarete.