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Rio Bom fica sem carnaval e torneio de futebol por causa da dengue

Da Redação ·
Rio Bom enfrenta uma epidemia de dengue (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Rio Bom)
Rio Bom enfrenta uma epidemia de dengue (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Rio Bom)

 O calendário escolar das redes municipais de Rio Bom e Marilândia do Sul, que teria início no dia 9 foi adiado para o dia 23 de fevereiro em razão do grande número de casos de dengue.  Rio Bom, principalmente, que tem três escolas municipais, um colégio estadual e uma APAE,  vive uma epidemia de doença. Segundo a secretaria municipal de Saúde no primeiro mês de 2015 o município, de 3.334 habitantes, confirmou 20 casos da doença e 91 notificações. Todos os casos são autóctones, ou seja, foram contraídos dentro da própria cidade.

Como medida de precaução para evitar um aumento ainda maior de casos da doença no município, o prefeito de Rio Bom, Moisés Andrade, determinou que fossem suspensos eventos relativos ao carnaval e até um tradicional torneio de futebol no município, com a participação de 14 equipe e 300 atletas. Até missa chegou a ser cancelada em Rio Bom por conta da dengue.

“Como a cidade é pequena imaginávamos que seria mais fácil controlar a doença, mas não é. A população interage muito, e se um mosquito pica uma pessoa infectada, pode contaminar dezenas de pessoas em ambientes com aglomeração”, explica o prefeito Moisés Andrade (PSDB), para justificar a decisão tomada.

AULAS - Aproximadamente 800 alunos estão matriculados na rede de ensino em Rio Bom. O secretário municipal de Educação e Cultura, Bruno dos Santos Maia, explica que o adiamento foi realizado para evitar que as crianças deixem de ir para a aula porque contraíram a doença.

“Se a criança retorna para a escola e eventualmente é contaminada com o vírus da dengue, ela perde, em média, duas semanas de aula. Já com o adiamento, o risco de professores e alunos serem infectados é menor”, detalha.

Em Marilândia do Sul, a 23 km de Rio Bom, as aulas da única escola municipal também foram adiadas para prevenir o aparecimento de novos casos. De dezembro de 2014 a janeiro deste ano, já foram confirmados sete casos da doença e emitidas 150 notificações. O município de 8.863 habitantes não vive uma epidemia.

“Os resultados dos exames da dengue demoram em torno de 20 dias para serem divulgados. Como tivemos muitos pacientes com sintomas da doença na última semana, acreditamos que daqui duas semanas o número de confirmações pode dobrar”, prevê o secretário de Saúde de Marilândia do Sul, Aquiles Takeda Filho. Na cidade, os focos do mosquito são encontrados, em sua grande maioria, na região central, onde está localizada a escola municipal.

Rio Bom e Marilândia estão realizando arrastões em residências e empresas e também passando veneno para matar o mosquito Aedes Aegypti. O trabalho de bloqueio é realizado em cinco etapas.

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