Região

Após ser cassado, prefeito de Rolândia entrega cargo

Da Redação ·
Acompanhado do deputado federal Alex Canziani e da presidente da Câmara, Sbine Giesen, Johnny Lehmann recebe a notificação do chefe do cartório eleitoral, Mário Bannwart - Foto: Divulgação
Acompanhado do deputado federal Alex Canziani e da presidente da Câmara, Sbine Giesen, Johnny Lehmann recebe a notificação do chefe do cartório eleitoral, Mário Bannwart - Foto: Divulgação

O prefeito de Rolândia, Johnny Lehmann (PTB), foi afastado do cargo na manhã de ontem por ordem da Justiça Eleitoral.

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A presidente da Câmara de Vereadores, Sabine Giesen (PMDB), assumiu em seu lugar, interinamente, até o dia 31 deste mês. Os advogados de Lehmann informaram que vão recorrer da decisão.

Caso ele não retome o cargo, a chefia do Executivo, a partir de 1° janeiro, será ocupada pelo presidente da Câmara que será eleito na sessão da próxima segunda-feira. O mandato de Lehmann foi cassado pela utilização indevida dos meios de comunicação durante a eleição de 2012. À época, o prefeito entrou com um recurso no TSE e conseguiu uma liminar o autorizando a ficar no cargo.

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A liminar foi cassada no dia 5 de dezembro pela ministra do Tribunal Maria Thereza de Assis Moura. Lehmann assinou o mandado de notificação, expedido pelo juiz da 59ª Zona Eleitoral, Alberto José Ludovico, às 9h37, em casa, na companhia do deputado federal Alex Canziani (PTB) e da presidente da Câmara de Vereadores, Sabine Giesen. A notificação foi feita pelo chefe do Cartório Eleitoral, Mário Bannwart.

O vice-prefeito José Danílson de Oliveira (PSB) também foi notificado.  A ação que motivou o afastamento de ambos foi ajuizada logo depois da eleição de 2012 pelos advogados da chapa derrotada, encabeçada por Eurídes Moura (PSDB). A candidatura derrotada alega que Johnny Lehmann cometeu abuso de poder econômico e uso indevido de veículos de comunicação durante o primeiro mandato e durante a campanha eleitoral.

O prefeito e o vice haviam sido multados em 50 mil UFIRs. A ministra Maria Thereza Assis de Moura, do Tribunal Superior Eleitoral, absolveu ambos da primeira acusação e também da multa. Johnny Lehmann nega ter cometido a irregularidade. “Nos últimos seis anos sofri perseguição, calúnias e processos. Fui absolvido de todos, menos um. A Justiça entende que fui reeleito por causa de um jornal, o que é um absurdo. Fui reeleito porque a população de Rolândia aprovou meu primeiro mandato, mas tem gente que não aceita isso.

É coisa de mau perdedor, coisa de gente que, em vez de ajudar, só atrapalha a cidade”, disse ele. Em sessão especial da Câmara, realizada no início da tarde de ontem, Sabine empossou João Ardigo (PSB) na presidência. Na sequência, Ardigo deu posse a Sabine como prefeita interina. É a segunda vez que Sabine Giesen assume interinamente o cargo de Johnny Lehmann dentro do mesmo processo judicial – a primeira foi no início de 2013.