Região

Copel faz 60 anos com recorde de investimentos

Da Redação ·
Copel possui duas hidrelétricas - Foto - Picasa
Copel possui duas hidrelétricas - Foto - Picasa

Reestruturação organizacional, programa recorde de investimentos, diversificação de atividades, empreendimentos em dez estados. A Companhia Paranaense de Energia completa 60 anos neste domingo (26) exibindo um novo e agressivo perfil, fruto da proposta lançada há apenas quatro anos pelo Governo do Estado, acionista majoritário da maior empresa do Paraná. Desde janeiro de 2011, data de posse do governador Beto Richa e da nova diretoria da Copel, novos rumos estratégicos foram traçados para a empresa. “Partimos da convicção do papel crucial que a Companhia cumpre para o desenvolvimento do Paraná e da necessidade de crescer para não perder relevância no setor elétrico”, diz Richa. 

“Os últimos quatro anos marcaram uma revolução na gestão da Copel”, afirma o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer. “Voltamos a construir usinas, com uma forte aposta nas fontes eólicas, e a participar de leilões de transmissão, além de estrearmos no promissor mercado de gás natural, aproveitando todas as boas oportunidades de receita que pudemos encontrar no setor energético – isto, sem jamais perder de vista o interesse dos verdadeiros proprietários da Copel, que são os cidadãos paranaenses, e o mérito devido aos grandes responsáveis por este êxito, que são os nossos empregados”. 

INVESTIMENTOS - Para fazer frente ao ambicioso programa de expansão, os planos de investimento vêm apresentando, desde 2011, os maiores valores anuais de sua história. No período, terão sido mais de R$ 8 bilhões aplicados em todas as áreas de atuação. Para os próximos quatro, a previsão é de mais R$ 10 bilhões. 

A ampliação do plano de investimentos teve como premissa uma reestruturação que delimitou as áreas de negócios em subsidiárias sob controle de uma holding. “A divisão foi resultado de um bem sucedido processo que reorganizou nossa gestão, conferindo mais agilidade às decisões e reduzindo nossos custos operacionais”, explica Zimmer. 

BALANÇO - O sucesso da nova diretriz de comando pode ser atestado pelo balanço financeiro – R$ 25,5 mi de receita e R$ 3 mi de lucro acumulado entre 2011 e 2013 – e também nas láureas conferidas pelas associações do setor. 

Neste ano, pela terceira vez em quatro anos, a Copel teve sua distribuidora reconhecida pelos clientes como a melhor do Brasil, no Prêmio Abradee, e também da América Latina, pela Cier – Comisión de Integración Energética Regional. Além disso, voltou a ser a maior empresa do Paraná, de acordo com o ranking anual elaborado pela Revista Amanhã. 

GERAÇÃO E TRANSMISSÃO - A conclusão da Usina Mauá, entre Telêmaco Borba e Ortigueira, e o início da construção de Colíder, no Mato Grosso, consolidaram o retorno da Copel aos grandes empreendimentos hidráulicos desde a inauguração da Usina Caxias, há 15 anos. 

Entre obras em construção e projetos em carteira, a Copel possui duas hidrelétricas e 19 centrais eólicas, que somarão 1.256 MW a seu parque gerador nos próximos dois anos. 

Com Colíder, a Copel faz-se presente na última fronteira de expansão da geração hidrelétrica no Brasil, a região amazônica. Com 300 MW de potência – suficiente para atender a 850 mil pessoas – está sendo erguida no rio Teles Pires e deve começar a operar comercialmente em 2015. 

Na transmissão de energia, a ativa participação nos leilões promovidos pelo Governo Federal desde 2012 – na maior parte, tendo como principal parceira a chinesa State Grid – somará nos próximos anos 2.739 km aos 2.241 km em operação, mais que dobrando os ativos da empresa neste segmento. 

GÁS E VENTOS - A oportunidade de explorar hidrocarbonetos na região Oeste do Paraná levou a Copel a liderar a criação, em setembro deste ano, de uma sociedade de propósito específico, a Paraná Gás, que atuará em atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural convencional em blocos da Bacia do Paraná, na região Oeste do Estado. A nova empresa marca a entrada efetiva da Copel no mercado de prospecção de gás natural. 

Já a aposta da Companhia no crescimento da geração de energia a partir de fontes alternativas, levou-a a criar, em 2013, uma subsidiária específica para gerir os negócios neste segmento, a Copel Renováveis S/A. 

A subsidiária hoje administra 19 centrais eólicas já concluídas, em instalação ou em projeto, reunidos em quatro grandes complexos no Rio Grande do Norte, a 3 mil quilômetros de sua sede. 

Os complexos absorverão um total de R$ 2 bilhões em investimentos e somam, juntos, 700 MW de potência instalada – suficiente para abastecer 1,5 milhão de residências. O maior dos complexos em implantação é o Brisa Potiguar, com 68 aerogeradores instalados em sete parques, e capacidade instalada de 183,6 MW. Até 2018, a empresa espera alcançar 3 GW de geração eólica. 

BANDA EXTRALARGA - Os anos recentes também viram o braço de telecomunicações da Copel, a Copel Telecom, lançar-se no competitivo mercado de banda larga fixa residencial. 

Aproveitando sua rede de mais de 25 mil quilômetros de fibras ópticas, que alcançam todos os 399 municípios do Paraná e dois em Santa Catarina, a empresa triplicou a cartela de clientes nos últimos 12 meses, em larga medida graças ao seu serviço de internet ultrarrápida, o BEL Fibra. 

Além disso, a ampla malha de fibras, ao cobrir todo o território paranaense em 2013, fez do Estado o primeiro 100% digital do Brasil. A empresa negocia atualmente a expansão de sua rede para Santa Catarina e Paraguai. 

SOLUÇÃO - A realidade energética do Paraná na década de 50, época em que foi criada a Copel, era diametralmente oposta à situação de hoje. Naquele tempo, o Estado era desligado à noite por duas razões: insuficiência de potência nos geradores para atender a todos e também para economizar combustível – o diesel, muito caro. 

Assim, solucionar a escassez de energia elétrica que já vinha de longa data era problema imediato e urgente: sem energia, não haveria progresso nem desenvolvimento. Os paranaenses clamavam por um sistema de infraestrutura capaz de integrar as regiões com estradas, comunicações e energia elétrica. 

Depois de 60 anos – período em que passaram pela Copel 53 mil pessoas – o Paraná viu o problema energético ser transformado em solução. A energia da Copel é fator de atração a novos empreendimentos produtivos no Estado, insumo para a melhoria da produção no campo, e serviço que possibilita o acesso a todos os confortos da modernidade para praticamente 100% da população paranaense. 

Pelo programa Luz Fraterna, o Governo do Paraná quita as contas mensais de luz que não superam 120 kWh para as famílias de baixa renda cadastradas – mais de 400 mil famílias na área de concessão da Copel, em que uma média de 50% se enquadra no limite de consumo a cada mês. 

Os serviços da estatal cobrem praticamente todo o Paraná, com 4,2 milhões de unidades consumidoras ligadas. O percentual de atendimento chega a praticamente 100% dos domicílios nas áreas urbanas e mais de 99% nas regiões rurais. O universo de consumidores ligados inclui 3,4 milhões de lares, 91 mil indústrias, 356 mil estabelecimentos comerciais e 373 mil propriedades rurais. 

Para atender a todo esse mercado, a Copel construiu, opera e mantém uma estrutura que compreende um parque gerador de eletricidade próprio composto de 21 usinas, sendo 18 hidrelétricas, cuja potência instalada totaliza 4.754 MW e que responde pela produção de 4% de toda eletricidade consumida no Brasil; um sistema de transmissão com quase 2,2 mil km de linhas, 350 subestações e 188 mil km de linhas de distribuição – a terceira maior rede de distribuição do Brasil, suficiente para circundar quase cinco vezes o planeta pela linha do equador. 

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