Região

Manifestantes fecham estradas em Mauá da Serra

Da Redação ·
Uma grande fila de veículos se formou após o fechamento na PR 376
Uma grande fila de veículos se formou após o fechamento na PR 376

(Atualizado 12h00)

Um grupo de aproximadamente 300 manifestantes fechou na manhã de hoje (12) um entroncamento de estradas próximo à cidade de Mauá da Serra, na região do Vale do Ivaí. O grupo ocupou o viaduto de entroncamento da PR 445 com a PR 376, perto da cidade.


(Fotos: Colaboração Radio Maua Fm - Mauá da Serra)

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está no local para negociar com os manifestantes. A fila de veículos também deve prejudicar o fluxo de veículos a rodovia. Apenas ambulâncias e serviços de emergência estão sendo autorizados a seguir.

Há registro de que outros rodovias em todo o Estado do Paraná foram ocupadas: Marmeleiro, Pitanga, Candói, Mauã da Serra (BR 376) e Curitiba, no Contorno Sul (BR 116). A PRF apura no momento se outras cidades, também serão locais de manifestação.


PR-280 está interditada em Marmeleiro, no sudoeste - Foto: Michele Arenza / RPC TV)
 

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De acordo com as lideranças do grupo, a movimentação deve manter o fluxo interrompido nas estradas até à tarde de amanhã (13). A movimentação é ligada ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), assim como Via Campesina, APP sindicato, CUT entre outros. 

Segundo o Júnior Cavalcante, Inspetor da PRF, as lideranças do movimento encaminharam à corporação uma nota informando sobre a manifestação. O movimento é pacífico e busca defender causas como a agricultura familiar, reforma agrária, soberania alimentar, agroecologia e unidade campo/cidade.

Nota

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O Movimento dos trabalhadores sem terra (MST) divulgou em seu site uma nota comentando sobre os protestos. Confira um trecho:

"Organizações e movimentos sociais do campo e da cidade realizam nesta terça (12) e quarta-feira (13) mobilizações em oito rodovias do Paraná.

O objetivo principal é reivindicar ações concretas do poder público, chamando atenção da sociedade civil da importância de políticas estruturantes de consolidação e fortalecimento da agricultura familiar e camponesa, a Reforma Agrária e a agroecologia. Já foram feitas mobilizações nas cidades de Marmeleiro (BR 181), em Cascavel (BR 277), Pitanga, Candói, Mauã da Serra (BR 376) e Curitiba, no Contorno Sul (BR 116).

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A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2014 como o "Ano Internacional da Agricultura Familiar", e reconheceu a contribuição da Agricultura Familiar e Camponesa para a segurança alimentar, nutricional e para erradicação da pobreza no mundo. Somente no Brasil, o setor é responsável pela produção de 70% dos alimentos consumidos pela população.

No entanto, há muito para se fazer, segundo os movimentos sociais do campo. Apesar de existirem várias ações públicas de apoio ao setor, houve poucos avanços. Nesse contexto, os trabalhadores do campo e da cidade buscam o reconhecimento e a valorização desta categoria e apresentam pautas de reivindicação, entre elas nas áreas da habitação, do crédito, da agroindustrialização, da assistência técnica e extensão rural, da matriz energética e da melhoria na qualidade da educação"

Confira nota completa AQUI