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Governo vai pedir vacina contra Gripe A para todo PR

Da Redação ·
Vacina contra o vírus H1N1 deve proteger população da pandemia
fonte: SPL
Vacina contra o vírus H1N1 deve proteger população da pandemia

O secretário da Saúde, Carlos Moreira Junior, irá nesta quarta-feira (14) a Brasília pedir ao Ministério da Saúde que a vacinação contra a gripe A seja estendida a todos os paranaenses. O Paraná é o estado que mais registrou mortes de pessoas saudáveis pela doença, em todas as faixas etárias.

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Nesta segunda-feira (12), a juíza federal Gisele Lemke, da 2.ª Vara Federal de Curitiba, determinou em decisão liminar que a vacina seja ofertada de forma solidária a toda a população. A juíza levou em consideração ofício enviado pelo ex-secretário da Saúde, Gilberto Martin, ao secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Oliveira Penna, que descreve as principais justificativas para a vacinação total.

“A liminar vai ao encontro do interesse dos paranaenses. No início de março, recebemos o apelo da classe médica e solicitamos ao Ministério da Saúde a vacina para toda a população. Este pedido foi baseado nos levantamentos epidemiológicos que mostraram que o Paraná apresentou uma situação diferenciada dos outros estados em razão de suas características climáticas”, explicou Moreira.

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De acordo com a procuradora do Estado Cristina Leitão Teixeira de Freitas, o ofício encaminhado pela Secretaria da Saúde consta do processo que resultou na liminar. “Por isso, a Procuradoria Geral do Estado optou por não recorrer da decisão, que está em consonância com a posição do Governo do Paraná.”

A procuradora disse que a União tem prazo de 20 dias para cumprir a decisão. “Isto significa que a parcela da população que não pertence aos grupos prioritários ainda não poderá receber a vacina”, explicou.

NÚMEROS — De acordo com o boletim epidemiológico n.º 4, divulgado nesta terça-feira (13), o Paraná registrou EM 2010 668 casos de Gripe A. Nove pessoas tiveram complicações e morreram. Outros 824 casos notificados foram negativos para o vírus H1N1.

A última morte foi registrada no dia 1º de março. A região que mais apresentou casos confirmados foi a de Londrina (181), seguida das de Maringá (164) e Curitiba (108).