Região

Arapongas define critérios para destinação de resíduos da construção civil

Da Redação ·

Foi realizada recentemente no auditório da Escola Antonica, uma reunião entre a SEASPMA (Secretaria de Agricultura, Serviços Públicos e Meio-Ambiente) de Arapongas com empresas prestadoras de serviço na área de coleta de resíduos da construção civil, profissionais que atuam na área, Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, Força Verde, Defesa Civil e outras entidades afins. O objetivo foi a definição de novos critérios e parâmetros para a coleta e destinação deste material no município, compatíveis com a legislação em vigor.

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Conforme salientou o secretário Luiz Gonzaga Pereira, este tipo de resíduo não poderá mais ser destinado ao Aterro de Arapongas. Emergencialmente, considerando a existência de espaço na área que apresentava suscetibilidade a processos erosivos, este material inerte foi depositado neste local, em condições ambientais adequadas, com correto manejo do solo, sem riscos de contaminação. O secretário observou ainda que, a capacidade da área absorver este tipo de resíduo se esgotou há 10 dias. No final do ano passado, as empresas e profissionais que atuam no ramo foram informados sobre esta questão e a responsabilidade dos geradores na destinação adequada, conforme leis em vigor.

O evento contou com a participação do empresário César Piccini, da empresa Nova Obra, que já atua no setor e obteve Licença Ambiental no IAP para desenvolver também este tipo de prestação de serviços. “Dispomos do terreno, espaço físico adequado, maquinário, equipamentos e mão de obra compatível. O projeto foi elaborado por profissionais qualificados. Visitamos empresas que já desenvolvem esta atividade em Maringá, Londrina e no Estado de S. Paulo. Estamos preparados para realizar um bom trabalho na prestação deste serviço. A principal destinação, após seleção e separação dos materiais com diferentes finalidades; será a adequação/manutenção de estradas rurais, carreadores, barracões de frangos e outras”, citou o empresário.

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O prefeito Beto Pugliese destacou que a questão ambiental relacionada com os resíduos de qualquer natureza, em princípio problemáticos, pode resultar em oportunidades de geração de emprego e renda. É o caso do CETEC, que recicla resíduos da indústria moveleira, com todos os fundamentos ambientais previstos. ”Importante observar que, de alguma forma, não havendo destinação adequada, tudo isso acaba em poluição de mananciais de abastecimento, obstrução do sistema de drenagem, degradação da paisagem, entre outros”, finalizou o prefeito.