Região

Empresa realiza o maior leilão de crédito de carbono

Da Redação ·
Expectativa de arrecadação mínima é de R$ 1 milhão 155 mil
fonte: AE- Paraná
Expectativa de arrecadação mínima é de R$ 1 milhão 155 mil

Centrais Elétricas do Rio Jordão, empresa controlada pela Copel, vai fazer na próxima terça-feira (30) o maior leilão de créditos de carbono no mercado voluntário já realizado no Brasil. A empresa vai ofertar 385.070 unidades de redução de emissões verificadas. Cada unidade equivale a uma tonelada de dióxido de carbono equivalente, reduzido ou seqüestrado da atmosfera por evitar o acionamento de usinas térmicas para produção de quantidade de energia elétrica semelhante.
 

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O leilão acontecerá pela internet e o lance inicial para cada unidade de redução de emissões é de R$ 3. Caso todas as unidades oferecidas sejam negociadas, a expectativa de arrecadação mínima é de R$ 1 milhão 155 mil.
 

A íntegra do edital do leilão e de seus anexos está disponível para consultas no endereço eletrônico da Elejor (www.elejor.com.br).
 

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MERCADO VOLUNTÁRIO - Os créditos de carbono que a Elejor está colocando em disputa referem-se à eletricidade gerada em suas usinas entre 2006 e 2008, período inicial de operação das usinas e que antecedeu a certificação oficial da ONU, que em 25 de maio de 2008 reconheceu o complexo energético do rio Jordão como um MDF – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.

A eletricidade produzida a partir da certificação permite à Elejor emitir e negociar os seus certificados em outro nicho de mercado, ainda maior e mais valorizado, conforme as disposições do Protocolo de Quioto e da Convenção Quadro de Mudanças Climáticas da ONU. “Os créditos de carbono pela geração anterior à certificação da ONU só podem ser comercializados no mercado voluntário, onde os certificados são menos disputados e, por causa disso, menos valorizados”, informa Emerson Luís Alberti, gerente do projeto de créditos de carbono da Elejor.

Ele explica que a diferença básica entre as duas situações – os certificados negociados no mercado voluntário e os reconhecidos como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – é que a validade dos primeiros depende do reconhecimento dos governos locais para serem contabilizados pelas compradoras nas respectivas “contas-correntes” de emissões de carbono. “Trata-se de uma formalidade facilmente superável, já que praticamente todos os países que ratificaram o Protocolo de Quioto reconhecem os certificados do mercado voluntário”, argumenta Alberti. “A única exigência normalmente feita é que a usina elétrica responsável pelo seqüestro de carbono possua certificação da Comissão Mundial de Barragens – e a Elejor possui”. Essa certificação é uma espécie de Selo Verde que atesta que toda a construção do empreendimento – incluindo as obras civis, os impactos sociais e ambientais e a sua inserção na região de influência – aconteceu de maneira sustentável.

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INVESTIMENTOS - O Complexo Energético do Rio Jordão é formado por duas hidrelétricas – Santa Clara e Fundão, cada uma com 120 megawatts de potência instalada – e duas pequenas centrais incorporadas às respectivas barragens: a de Santa Clara tem 3,6 megawatts e a de Fundão, 2,5 megawatts. A construção de todo o conjunto – incluindo os 33 programas socioambientais – exigiu investimentos superiores a R$ 500 milhões. A Usina Santa Clara iniciou operação em agosto de 2005 e a Usina Fundão, em junho de 2006.

Os aproveitamentos estão localizados na região de Guarapuava, no município de Candói, e sua concessão foi arrematada pela Elejor em leilão promovido pela Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica, em 28 de junho de 2001. A Elejor – Centrais Elétricas do Rio Jordão é uma sociedade de propósito específico que resulta de uma parceria da Copel (que detém participação de 70% na empresa) com capitais privados – no caso, a Paineira Participação e Empreendimentos, titular dos demais 30%.