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Vale do Ivaí vive alta de crimes cometidos por menores

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Vale do Ivaí vive alta de crimes cometidos por menores
fonte: Arquivo
Vale do Ivaí vive alta de crimes cometidos por menores

O Vale do Ivaí há algum tempo já não é mais o mesmo. A tranquilidade do interior, que ainda prevalece, muitas vezes é abalada por crimes cometidos por adolescentes, com direito a quadrilhas, drogas e muitos delitos. Algo que pertencia à cidade grande, agora também pertence ao interior.

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Nesta quinta (19) um adolescente de apenas 13 anos de idade furtou a empresa Carrocerias Falcão, de Jandaia do Sul. Ele levou um celular Black Berry, mas em seguida foi capturado. A polícia recuperou o telefone e o menor foi apreendido.
 
 
Ainda nesta quinta, um outro adolescente furtou um engradado vazio de cervejas e uma bicicleta que estava em um colégio. Instantes depois, uma viatura que passava pelo local avistaram o adolescente. Já sabendo que ele é viciado em crack, os policiais o abordaram e constataram a prisão.
 
 
Já na quarta-feira (18), três adolescentes assaltaram uma casa agropecoária, próximo ao Conjunto Marcos Freire. A Polícia Militar conseguiu capturar um adolescente de 16 anos. Com ele foi encontrada uma pistola calibre 38, com munição.
 
 
E na segunda - feira da semana passada (14), quatro jovens, com idades entre 14 e 19 anos,  foram detidos após assaltar a Loja da Variedade, no Jardim Trabalhista também em Apucarana. 
 
 
Essas ocorrências envolvendo menores estão crescendo de uma forma assustadora, o que gera preocupação em relação as leis que envolvem punição à menores.
 
 
Até atingir 12 anos a criança é considerada "inimputável", ou seja, não pode responder por si judicialmente.  Se o menor for flagrado cometendo um crime, a polícia não pode prende-lo, mas sim devolve-lo aos pais ou responsáveis. Entre 12 e 18 anos, os jovens podem ser levados ao juizado de menores, onde permanem detidos por um tempo máximo de três anos. Depois, retornam às ruas. Esse sistema de punição é considerado um tanto confortável, pois os menores que infrigem as leis, geralmente voltam a cometer delitos, pois sabem que o sistema de punição não é rigoroso. 
 
 
Estudos revelam que em grandes quadrilhas de sequestros, roubos e tráfico de drogas, a presença de menores garante que os integrantes estarão de volta em um curto prazo de tempo, o que gera grande influência no crescimento de menores nessas organizações criminosas.
 
 
Essa sucessão de crimes cometidos por menores sempre leva a discussão sobre a redução da maioridade penal. Os que defendem a ideia, acreditam que um jovem de 16 anos que tem discernimento para votar, também tem idade suficiente para responder frente a justiça por seus crimes, e ainda que, não é aceitável acreditar que um menor não entenda o caráter de seus atos, tendo ele cometido algum crime.
 
 
O caso do menino João Hélio, que chocou o país em 2007, também colocou em alta essa discussão. Ele foi arrastado por um carro depois de um assalto envolvendo três jovens, um deles de 16 anos. Como em outros crimes violentos, esse menor de idade teve papel ativo neste crime brutal, mas a lei que protege o menor indefeso, também acolhe o menor criminoso.